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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

NATIVIDADE DE MARIA

Onde nasceu Nossa Senhora?

Essa pergunta, versando sobre tema muito caro aos católicos, por diversas razões não encontra fácil resposta. A natividade da Virgem Santíssima é comemorada no dia 8 do corrente.
Para entender a escassez de informações nos primeiros séculos da Igreja, sobre a vida de Nossa Senhora, convém levar em conta as particularidades daquela época.
O mundo pagão, por efeito da decadência em que se encontrava, era politeísta, ou seja, os homens adoravam simultaneamente vários deuses. Os pagãos não achavam ilógico nem absurdo que houvesse várias divindades, ou que elas não fossem perfeitas. Pior ainda. Consideravam normal que os deuses dessem exemplo de devassidão moral, sendo, por exemplo, adúlteros, ladrões ou bêbados. Obviamente, nem todos os deuses eram apresentados como subjugados por esses vícios, mas o fato de haver vários deles nessas condições tornava imensamente árduo para os pagãos entender a noção católica do verdadeiro e único Deus, de perfeição infinita.
Por isso a primitiva Igreja teve muito cuidado ao apresentar Nossa Senhora como Mãe de Deus, pois aqueles povos, com forte influência do paganismo, rapidamente tenderiam a transformá-la numa deusa. Somente após a queda do Império Romano do Ocidente e a sucessiva cristianização dos povos começou a Igreja – que nunca negou a importância fundamental da Virgem Santíssima na história da salvação – a colocar Nossa Senhora na evidência que lhe compete e a exaltar suas maravilhas. E com isso, a fazer um bem indescritível às almas dos fiéis.
É fácil compreender por que nesse longo período, cerca de 400 anos, muitas informações a respeito da Santíssima Virgem tenham se perdido e outras se encontrem em fontes não inteiramente confiáveis. Não obstante, a Tradição da Igreja conservou fielmente aqueles atributos d’Ela que eram necessários para a integridade da fé dos católicos. O essencial foi transmitido, e, para um filho que ama sua Mãe, qualquer dado a respeito d’Ela é importante.
Entre esses dados, sobre os quais um véu de mistério permaneceu, está o local em que nasceu Nossa Senhora.

Belém, Seforis, ou Jerusalém

Três cidades disputam a honra de ter sido o local de nascimento da Mãe de Deus[1].
A primeira é Belém. Deve-se essa tradição ao fato de Nossa Senhora ser de estirpe real, da casa de Davi. Sendo Belém a cidade de Davi, foi essa a razão pela qual São José e a Virgem Santíssima – ambos descendentes do Profeta-Rei – dirigiram-se àquela localidade, por ocasião do censo romano que ordenava a todos registrarem-se no lugar originário de suas famílias. Por isso, o Menino Jesus nasceu em Belém, e é aclamado, no Evangelho, como Filho de Davi. O principal argumento dos que sustentam a tese de que Nossa Senhora nasceu em Belém encontra-se num documento intitulado De Nativitate S. Mariae, incluído na continuação das obras de São Jerônimo.
Outra tradição assinala a pequena localidade de Seforis, poucos quilômetros ao norte de Belém, como o local do nascimento da Virgem. Tal opinião tem como base que, já na época do Imperador Constantino, no início do século IV, foi construída uma igreja nessa localidade para celebrar o fato de ali terem residido São Joaquim e Santa Ana, pais de Nossa Senhora. Santo Epifânio menciona tal santuário. Os defensores de outras hipóteses assinalam que o fato de os genitores da Virgem Santíssima terem morado lá não indica necessariamente que Nossa Senhora haja nascido naquela localidade.
A hipótese que congrega maior número de adeptos é a de que Ela nasceu em Jerusalém. São Sofrônio, Patriarca de Jerusalém (634-638), escrevendo no ano 603, afirma claramente ser aquela a cidade natal de Maria Santíssima[2]. São João Damasceno defende a mesma posição.

A festa da Natividade

Na Igreja católica celebramos numerosas festas de santos. Havendo, felizmente, milhares de santos, comemoram-se milhares de festas. Ocorre que não se celebra a data de nascimento do santo, mas sim a de sua morte — correspondendo ao dia da entrada dele na vida eterna. Somente em três casos comemoram-se as festas no dia do nascimento: Nosso Senhor Jesus Cristo (Natal); o nascimento de São João Batista; e a natividade da Santíssima Virgem.
A festa da Natividade era celebrada no Oriente católico muito antes de ser instituída no Ocidente. Segundo uma bela tradição, tal festa teve início quando São Maurílio a introduziu na diocese de Angers, na França, em conseqüência de uma revelação, no ano 430. Um senhor de Angers encontrava-se na pradaria de Marillais, na noite de 8 de setembro daquele ano, quando ouviu os anjos cantando no Céu. Perguntou-lhes qual o motivo do cântico. Responderam-lhe que cantavam em razão de sua alegria pelo nascimento de Nossa Senhora durante a noite daquele dia[3].
Em Roma, já no século VII, encontra-se o registro da comemoração de tal festa. O Papa Sérgio tornou-a solene, mediante uma grande procissão.
Posteriormente, Fulberto, Bispo de Chartres, muito contribuiu para a difusão dessa data em toda a França. Finalmente, o Papa Inocêncio IV, em 1245, durante o Concilio de Lyon, estendeu a festividade para toda a Igreja.
Comemoração na atualidade
Por uma série de motivos curiosos, a festa da Natividade é celebrada muito especialmente na Itália e em Malta. Sendo o povo italiano muito vivo e propenso a celebrações familiares, não surpreende esse fato.
Em Malta, a principal comemoração da festa consiste numa solene procissão na localidade de Xaghra[4].
Na cidade de Florença, no dia da festa, numerosas crianças dirigem-se ao rio Arno levando pequenas lanternas, que são colocadas na água e lentamente vão atravessando a cidade.
Na Sicília, na localidade de Mistretta, a população celebra a festa representando um baile entre dois gigantes. À primeira vista, pareceria que isto nada tem a ver com o fato histórico. Mas ele corresponde a uma tradição: foi encontrada uma imagem de Santa Ana com Nossa Senhora ainda menina. Levada à cidade, a imagem misteriosamente retornou ao local onde havia sido achada, e os habitantes julgaram que só poderia ter sido levada por gigantes. Proveio dessa lenda o costume.
Em Moliterno, ao contrário, existe o lindo e pitoresco costume de as meninas da localidade fixarem pequenas candeias nos chapéus de seus trajes típicos. Em determinado momento desaparecem as outras luzes e só permanecem as das meninas, que executam uma dança regional.
Curiosamente, em muitas localidades as luzes desempenham papel determinante na festa. Podemos conjeturar uma razão para o fato: a Natividade de Nossa Senhora representou o prenúncio da chegada ao mundo da Luz de Justiça, Nosso Senhor Jesus Cristo.
Valdis Grinsteins



[2] Nuevo Diccionario de Mariologia, Ediciones Paulinas.
[3] La fête angevine N.D. de France, IV, Paris, 1864, 188.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

SANTOS DO MÊS DE SETEMBRO


1
Beata Joana Soderini, Virgem florentina, discípula de santa Juliana Falconieri, terceira das Servitas de Maria, cujas mortificações eram extraordinárias.
Santa Beatriz da Silva, virgem. Fundadora da Ordem (contemplativa) da Imaculada Conceição, também conhecidas por Concepcionistas Franciscanas.
Santo Inácio Clemente Delgado e Companheiros mártires (+ 1838) do Vietname.
Santa Teresa Margarida Redi, religiosa italiana.
2
Santa Ingride Elovsdotter, religiosa na Suécia.
Beato Pedro Renato Rogue, sacerdote, vítima da Revolução Francesa.
Beato Marcelo Spínola, bispo (+ 1906).
3
São Gregório Magno, Papa e Doutor da Igreja.
Santa Tecla, virgem e mártir.
Santa Dorotea, virgem de Casareia, martirizada.
Beata Brigida de Jésus Morello, jovem viúva de Génova, e depois fundadora das Ursulinas de Maria Imaculada em Placência. Beatificada em 1998.
4
São Moisés é uma das personagens centrais do Antigo Testamento. Moisés, o libertador do povo eleito, o mediador da Aliança renovada do Sinai.
Santa Rosália de Palermo, ermitã.
Beata Dina Bélanger (1897-1929), religiosa canadiana.
Santa Rosa de Viterbo, religiosa e mística.
5
São Betino, Abade em Sithiu.
São Lourenço Justiniano, fundador da “Companhia dos cônegos seculares”, pioneiros do esforço reformador; bispo. (+1450).
Beata Inês Gonxha Bojaxhiu (“Madre Teresa” de Calcutá, 1910-1997).
6
São Zacarias, um dos doze Profetas menores. Exortou os Judeus a reconstruirem o Templo, como Ageu, junto do túmulo do qual reposa.
Santo Eleutério, Abade em Roma, cuja oração fez ressuscitar um morto et fugir o demónio.
Beato Bertrand de Garrigues, um dos primeiros companheiros de S. Domingos e seu confidente. Foi Prior em Tolosa (França).
São Liberato de Loro, Presbítero franciscano.
São Charbel Makluf, monge capuchinho, presbítero; herói do confessionário.
7
Santa Regina de Alésia, virgem e mártir.
Beato Vicentede Santo António, sacerdote augustiniano, martirizado no Japão em 1629.
Beata Ana Eugénia Picco (1867-1921), religiosa.
8
Natividade de Nossa Senhora, festa.
São Sérgio I (+ 701), Papa, eleito em 15 de dezembro de 687. Foi sepultado na antiga basílica de São Pedro.
Beato Alano de la Roche, dominicano da Bretanha francesa, grande propagador da devoção do Santo Rosário em honra da Viergem Maria.
São Tomás de Vilanova, bispo de Valência (Espanha). Promotor do retorno de numerosos sacerdotes ao respectivo ministério.
Beato Frederico Ozanam. Fundador das “Conferências de S. Vicente de Paulo. Beatificado em 1997.
9
São Pedro Claver, presbítero Jesuíta. Grande amigo de santo Afonso Rodrigues.
Beato Pedro Bonhomme, sacerdote em Gramat (França); fundador da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora do Calvário. Beatificado  em 2003.
Beato Tiago Laval, médico e depois missionário na ilha Maurício. Beatificado em 1979.
Beata Maria Eutémia Uffing (Ema, 1914-1955). Religiosa da Misericórdia de Münster (Alemanha); infermeira durante a segunda guerra mundial. Beatificada em 2001.
10
Santa Pulquéria, imperatrix, partidária da ortodoxia contra o nestorianismo e o nonofisismo.
São Nicolau Tolentino, presbítero, (+1305).
Beato Sebastião Kimoura, primeiro sacerdote japonês. Martirizado em Nagasaqui, durante o “Grande martírio”.
Santo Ambrósio Barlow, beneditino inglês, martirizado em Tyburn.
11
Beato Bernardo de Offida, frade capuchinho italiano : enfermeiro, esmoler, porteiro. A sua simplicidade atraía a atenção de todos. 
São João Gabriel Perboyre, presbítero, mártir, (+1840).
Beato Francisco Garate Aranguren (1857-1929), religioso jesuíta.
12
Santíssimo Nome de Maria.
São Guido de Anderlecht, peregrino, (+1012),
13
São João Crisóstomo, bispo e doutor da Igreja.
14
Exaltação da Santa Cruz.
São Materno de Colónia, Bispo.
15
Nossa Senhora das Dores.
Beato António Maria Schwartz, sacerdote piarista.
16
São Cornélio, papa.
São Cipriano, bispo, mártir.
17
São Roberto Belarmino, bispo e doutor da Igreja.
18
São José de Cupertino, religioso, +1663.
19
São Januário, bispo.
20
Santa Cândida de Nápoles, virgem e mártir.
Santos André Kim Taegón, presbítero, Paulo Chóng Hasang e companheiros, mártires, +1846.
21
São Mateus, apóstolo e evangelista.
22
São Maurício e companheiros, mártires.
23
São Lino, papa.
Santa Tecla, virgem e mártir.
São Pio de Pietrelcina; frade capuchinho, místico.
24
São Vicente Maria Strambi, Bispo e confessor.
25
Santo Alberto de Jerusalém, Patriarca e mártir.
26
São Cosme e Damião, mártires.
27
São Vicente de Paulo, presbítero.
28
São Wenceslau, duque e mártir.
29
São Miguel, São Gabriel, São Rafael, arcanjos.
30
São Jerónimo, presbítero e doutor da Igreja.