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domingo, 25 de abril de 2021

JOÃO BAPTISTA PIAMARTA

Sacerdote, Fundador, Beato
(1841-1913)

João Baptista Piamarta nasceu em Bréscia (Itália), numa modesta família, no dia 26 de Novembro de 1841. Frequentou o Seminário episcopal e foi ordenado Sacerdote em 1865.


Desde o início do seu ministério sacerdotal, distinguiu-se por um grande amor à juventude que vivia nos Oratórios, formando-a através da catequese em várias paróquias, nas quais também os doentes recebiam os seus cuidados espirituais. O seu contacto com os jovens, sobretudo das categorias mais simples e pobres, convenceu-o de que era necessário interessar-se por todos eles. Por isto, deu início a um Instituto artesanal onde, com grandes sacrifícios e muitíssimas dificuldades, preparou centenas de jovens para a vida profissional e cristã. Pensou depois nos problemas da zona rural, e organizou a Colónia Agrícola de Remedello que, em seguida, se tornou um ponto de referência e de orientação para muitas famílias camponesas de toda a Itália.

Em 1902 foi aprovada a Congregação dos Padres da Sagrada Família de Nazaré, por ele fundada com o objectivo de formar cristãmente as famílias e se dedicar à educação da juventude. Mais tarde, juntamente com a Madre Elisa Baldo, criou o Instituto das Humildes Servas do Senhor. Dedicou-se também à imprensa católica e fundou a Editora Queriniana, contribuindo assim para a difusão do pensamento cristão junto dos jovens e das pessoas cultas.

O segredo de tanto fervor e actividade apostólica eficaz do Padre Piamarta consistiu na firme fidelidade a um programa de intensa oração e numa inabalável confiança na Providência. Na sua profunda humildade considerava-se um obstáculo para as obras de Deus, mas acreditava que a bênção divina jamais lhe faltaria.

Viveu pobre e morreu pobre, depois de ter ajudado milhares de jovens do mundo do trabalho a tornarem-se protagonistas da própria promoção humana e cristã.

Morreu a 25 de Abril de 1913 na Colónia Agrícola de Remedello.

Actualmente, os filhos espirituais do novo Beato continuam a sua obra na Itália, em Angola, no Brasil e no Chile.

Fonte: www.vaticano.va

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

FAUSTINO E JOVITA

Leigos, Mártires, Santos
Século II

15 de Fevereiro

Faustino nasceu em 90, Jovita em 96, na cidade e Bréscia, na Lombardia, Itália. Eram cristãos e foram martirizados no século II, durante os tempos sangrentos das perseguições. Os outros dados sobre eles nos foram transmitidos pela tradição, pois quase todos os registros eram queimados ou confiscados durante as inúmeras perseguições contra a Igreja dos primeiros séculos.
Segundo os devotos eles eram irmãos e pregavam livremente a religião apesar das perseguições decretadas pelos imperadores: Trajano e Adriano. As prisões estavam repletas de cristãos que se não renegassem a fé publicamente eram martirizados. E na Lombardia a situação não era diferente. Isto preocupava o bispo Apolónio da Bréscia, que precisava de confessores e sacerdotes que exortassem o ânimo e a fé dos cristãos, para se manterem firmes nas orações.
Secretamente, o bispo ordenou Faustino sacerdote e Jovita diácono, que continuaram no meio da comunidade operando milagres, convertendo pagão e destruindo os ídolos. Acusados pelo prefeito, foram espancados, submetidos a atrozes torturas, mas sobreviveram a tudo. Foram então levados para Roma, julgados e condenados a morrer na cidade natal. Em 15 de fevereiro de 146 foram decapitados.
Mas, existia uma tradição que dizia que Jovita, era a irmã virgem de Faustino, por isto não era sacerdote como ele. A Igreja comprovou entretanto que eram dois mártires homens, porque pela origem da palavra, que significa jovem, se tratava de um termo na época usado somente para o género masculino.
O primeiro testemunho sobre o culto destes dois santos mártires foi encontrado no livro dos "Diálogos" de São Gregório Magno. Entre 720 e 730 houve a translação dos corpos dos Santos Faustino e Jovita do cemitério de São Latino, para a igreja de Santa Maria, depois chamada de São Faustino e Jovita. Outra particularidade histórica e religiosa foi a troca de relíquias feita entre os monges beneditinos de Monte Cassino e o bispo de Bréscia. Eles ficaram com uma de Faustino e a Catedral de Bréscia recebeu uma de São Bento.
Enquanto isso a tradição continuava a se enriquecer, tanto que nas pinturas tradicionais São Faustino e Jovita são representados vestidos de guerreiros. Em 1438, a cidade de Bréscia foi salva, da invasão das tropas do comandante milanês Nicolau Picinino, pelos dois santos que apareceram vestidos de guerreiros para lutar ao lado da população bresciana. No dia 10 de janeiro de 1439, o bispo de Bréscia escrevia ao amigo, bispo de Vicenza a narração desta tremenda invasão. Esta carta se encontra na Biblioteca de São Marco, no Vaticano.
Uma das maiores festas que acontece na Lombardia é a de São Faustino e Jovita, na Bréscia, quando a população reverencia seus Patronos no dia 15 de fevereiro, começando pela celebração litúrgica.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

JORGE MATULAITIS

Arcebispo, Beato
1871-1927

27 de Janeiro
Jorge Malulaitis ficou órfão desde tenra idade, quando em 1874 faleceu seu pai e pouco depois, em 1881, sua mãe. Durante a infância foi vítima de tuberculose numa perna, da qual sofreu todo o resto da sua vida.
Alcançou o Doutorado em Teologia na Universidade de Friburgo, na Suiça. Ensinou depois Latim e Direito Canónico no Seminário de Kielce. Era também o responsável pelo departamento de sociologia e o vice-reitor da Academia Espiritual de São Petersburgo, onde ensinava Teologia Dogmática. Foi um notável professor, cónego, director espiritual e confessor, todavia acabou por renunciar o seu cargo na Academia para trabalhar na revitalização mariana.
Foi ordenado sacerdote em 20 de Novembro de 1898 e alguns anos mais tarde professou, como religioso na Congregação Mariana, em 1909. Reformou o Marianos da Imaculada Conceição, modificando as Constituições, o hábito e a forma de vida.
Jorge Matulaitis fundou as Irmãs da Imaculada Conceição da Bem-Aventurada Virgem Maria em 15 de Outubro de 1918 e foi ordenado Bispo de Vilnius a 8 de Dezembro do mesmo ano. Ele fundou ainda a Congregação das Servas de Jesus Eucarístico, em 1924, na cidade de Belarius. Estabeleceu igualmente casas religiosas dos Marianitas em Bielorússia, na Polónia; Marijampolé, na Lituânia, Friburgo, na Suiça e em Chicago, nos Estados Unidos. Em 1926 Jorge Matulaitis viajou pela segunda vez até aos Estados Unidos, onde participou no Congresso Eucarístico.
Jorge Matulaitis lutou vigorosa para defender os direitos da Igreja e a liberdade do povo. Renunciou à sua Sé em 14 de Julho de 1925. No dia 1º de Setembro do mesmo ano, o Papa Pio XI nomeou-o arcebispo e visitador Apostólico na Lituânia. Um pouco mais tarde o Vaticano enviou-o a Vilnius para completar a Concordata com o governo Lituaniano e restaurar assim relações diplomáticas, o que o Arcebispo conseguiu pouco tempo antes de falecer a 27 de Janeiro de 1927.
No dia 28 de Junho, após um longo processo, Jorge Matulaitis foi beatificado pelo Papa João Paulo II, de santa memória.
Afonso Rocha