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sexta-feira, 6 de maio de 2011

JOÃO BAPTISTA PIAMARTA

Sacerdote, Fundador, Beato
(1841-1913)

25 de Abril

João Baptista Piamarta nasceu em Bréscia (Itália), numa modesta família, no dia 26 de Novembro de 1841. Frequentou o Seminário episcopal e foi ordenado Sacerdote em 1865.
Desde o início do seu ministério sacerdotal, distinguiu-se por um grande amor à juventude que vivia nos Oratórios, formando-a através da catequese em várias paróquias, nas quais também os doentes recebiam os seus cuidados espirituais. O seu contacto com os jovens, sobretudo das categorias mais simples e pobres, convenceu-o de que era necessário interessar-se por todos eles. Por isto, deu início a um Instituto artesanal onde, com grandes sacrifícios e muitíssimas dificuldades, preparou centenas de jovens para a vida profissional e cristã. Pensou depois nos problemas da zona rural, e organizou a Colónia Agrícola de Remedello que, em seguida, se tornou um ponto de referência e de orientação para muitas famílias camponesas de toda a Itália.
Em 1902 foi aprovada a Congregação dos Padres da Sagrada Família de Nazaré, por ele fundada com o objectivo de formar cristãmente as famílias e se dedicar à educação da juventude. Mais tarde, juntamente com a Madre Elisa Baldo, criou o Instituto das Humildes Servas do Senhor. Dedicou-se também à imprensa católica e fundou a Editora Queriniana, contribuindo assim para a difusão do pensamento cristão junto dos jovens e das pessoas cultas.
O segredo de tanto fervor e actividade apostólica eficaz do Padre Piamarta consistiu na firme fidelidade a um programa de intensa oração e numa inabalável confiança na Providência. Na sua profunda humildade considerava-se um obstáculo para as obras de Deus, mas acreditava que a bênção divina jamais lhe faltaria.
Viveu pobre e morreu pobre, depois de ter ajudado milhares de jovens do mundo do trabalho a tornarem-se protagonistas da própria promoção humana e cristã.
Morreu a 25 de Abril de 1913 na Colónia Agrícola de Remedello.
Actualmente, os filhos espirituais do novo Beato continuam a sua obra na Itália, em Angola, no Brasil e no Chile.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

FAUSTINO E JOVITA

Leigos, Mártires, Santos
Século II

15 de Fevereiro

Faustino nasceu em 90, Jovita em 96, na cidade e Bréscia, na Lombardia, Itália. Eram cristãos e foram martirizados no século II, durante os tempos sangrentos das perseguições. Os outros dados sobre eles nos foram transmitidos pela tradição, pois quase todos os registros eram queimados ou confiscados durante as inúmeras perseguições contra a Igreja dos primeiros séculos.
Segundo os devotos eles eram irmãos e pregavam livremente a religião apesar das perseguições decretadas pelos imperadores: Trajano e Adriano. As prisões estavam repletas de cristãos que se não renegassem a fé publicamente eram martirizados. E na Lombardia a situação não era diferente. Isto preocupava o bispo Apolónio da Bréscia, que precisava de confessores e sacerdotes que exortassem o ânimo e a fé dos cristãos, para se manterem firmes nas orações.
Secretamente, o bispo ordenou Faustino sacerdote e Jovita diácono, que continuaram no meio da comunidade operando milagres, convertendo pagão e destruindo os ídolos. Acusados pelo prefeito, foram espancados, submetidos a atrozes torturas, mas sobreviveram a tudo. Foram então levados para Roma, julgados e condenados a morrer na cidade natal. Em 15 de fevereiro de 146 foram decapitados.
Mas, existia uma tradição que dizia que Jovita, era a irmã virgem de Faustino, por isto não era sacerdote como ele. A Igreja comprovou entretanto que eram dois mártires homens, porque pela origem da palavra, que significa jovem, se tratava de um termo na época usado somente para o género masculino.
O primeiro testemunho sobre o culto destes dois santos mártires foi encontrado no livro dos "Diálogos" de São Gregório Magno. Entre 720 e 730 houve a translação dos corpos dos Santos Faustino e Jovita do cemitério de São Latino, para a igreja de Santa Maria, depois chamada de São Faustino e Jovita. Outra particularidade histórica e religiosa foi a troca de relíquias feita entre os monges beneditinos de Monte Cassino e o bispo de Bréscia. Eles ficaram com uma de Faustino e a Catedral de Bréscia recebeu uma de São Bento.
Enquanto isso a tradição continuava a se enriquecer, tanto que nas pinturas tradicionais São Faustino e Jovita são representados vestidos de guerreiros. Em 1438, a cidade de Bréscia foi salva, da invasão das tropas do comandante milanês Nicolau Picinino, pelos dois santos que apareceram vestidos de guerreiros para lutar ao lado da população bresciana. No dia 10 de janeiro de 1439, o bispo de Bréscia escrevia ao amigo, bispo de Vicenza a narração desta tremenda invasão. Esta carta se encontra na Biblioteca de São Marco, no Vaticano.
Uma das maiores festas que acontece na Lombardia é a de São Faustino e Jovita, na Bréscia, quando a população reverencia seus Patronos no dia 15 de fevereiro, começando pela celebração litúrgica.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

MOISÉS TOVINI

Sacerdote, Beato
1877-1930

28 de Janeiro

Na tarde de domingo, 17 de Setembro, celebrou-se a Santa Missa de beatificação do Pe. Moisés Tovini, na Catedral de Bréscia (Itália), sacerdote oblato dessa Diocese.
O novo Beato foi um homem humilde, preparado, generoso e bom, que dedicou toda a sua vida como educador e pastor no silêncio e no escondimento da vida quotidiana do Seminário e das paróquias.
Originário de Cividate Camuno, onde nasceu em 27 de Dezembro de 1877, teve como padrinho de baptismo o Adv. Giuseppe Tovini, tio paterno, que certamente com o seu exemplo de vida evangélica influenciou muito as escolhas de Moisés.
Após os estudos básicos, amadureceu nele a vocação para o sacerdócio. Completados os estudos, foi ordenado no dia 9 de Junho de 1900. A sua primeira destinação foi a de Capelão em Astrio di Breno. Em seguida, a fim de completar os estudos foi enviado para Roma, onde se formou em Matemática e em Filosofia e Teologia. Durante os anos passados em Roma ele exerceu um ardoroso apostolado em duas pequenas igrejas na periferia, frequentadas pelos pobres da zona rural romana: a Cervelletta e a do Repouso.
Em 1904 voltou para a sua diocese e foi um dos primeiros três sacerdotes Oblatos da Congregação diocesana da Sagrada Família, formada por sacerdotes seculares à disposição do Bispo, na qual ele desempenhou o cargo de Superior por vários triénios.
O principal empenho da sua vida foi a escola no Seminário. Ensinava matemática e filosofia. Professor muito apreciado, era estimado também no mundo leigo pela sua preparação cultural e científica.
Além do ensino dedicou-se à obra catequética diocesana contribuindo bastante para a formação dos catequistas nas paróquias locais e para a habilitação dos professores ao ensino da religião nas escolas públicas. Particularmente preciosa foi a sua chegada à Acção Católica como Assistente da Junta Diocesana de 1921 a 1926. Eram tempos difíceis para a associação que encontrou nele uma guia sábia e apreciada.
Desempenhou muitos cargos na Cúria: no Tribunal Eclesiástico, Examinador sinodal, censor dos livros. Em 1923 foi nomeado Cónego da Catedral.
Fiel ao seu mandato, em mansidão e humildade, faleceu na clínica dos Fatebenefratelli de Bréscia em 28 de Janeiro de 1930, após uma breve enfermidade. Foi sepultado no cemitério de Cividate Camuno, mas com a propagação da sua fama de santidade, o seu corpo foi trasladado para a igreja paroquial, onde até hoje é venerado.
A causa de canonização foi iniciada em 1963. No mês de Abril de 2003 foi reconhecida a heroicidade da virtude de Moisés Tovini. No dia 19 de Dezembro de 2005 o Papa Bento XVI reconheceu a autenticidade do milagre, a favor de um sacerdote que foi aluno do Pe. Tovini: Pe. Giovanni Flocchini.
Definido "pedra preciosa do clero de Bréscia", Pe. Moisés Tovini é uma figura contracorrente, mas muito actual, pois num mundo que ama os reflectores e a notoriedade ele ensina que a grandeza do homem reside no humilde serviço realizado diariamente com fidelidade e dedicação, sem se preocupar por aparecer mas por doar a vida, a exemplo de Cristo.