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terça-feira, 27 de abril de 2021

AGOSTINHO ROSCELLI

Presbitero, Fundador, Santo
(1818-1902)

Nasceu na pequena cidade de Bergone di Casarza Ligure, Itália, no dia 27 de Julho de 1818. Durante sua infância, foi pastor de ovelhas. A sua família, de poucos recursos, constituiu para ele um exemplo de fé e de virtudes cristãs.


Aos dezassete anos, decidiu ser padre, entusiasmado por António Maria Gianelli, arcebispo de Chiavari, que se dedicava exclusivamente à pregação aos camponeses, e hoje está inscrito no livro dos santos. Em 1835, Agostinho foi para Génova, onde estudou enfrentando sérias dificuldades financeiras, mas sempre ajudado pela sua força de vontade, oração intensa e o auxílio de pessoas de boa vontade.

É ordenado sacerdote em 1846, e enviado para a cidade de São Martino d’Alboro como padre auxiliar. Inicia o seu humilde apostolado a serviço de Deus, dedicando-se com zelo, caridade e exemplo ao crescimento espiritual e ao ministério da confissão.

Agostinho é homem de diálogo no confessionário da igreja genovesa da Consolação, sendo muito procurado, ouvido e solicitado pela população. Sua fama de bom conselheiro corre entre os fiéis, o que faz chegar gente de todas as condições sociais em busca de sua ajuda. Ele passa a conhecer a verdadeira realidade do submundo.

Desde o início, identifica-se nele um exemplo de sacerdote santo, que encarna a figura do "pastor", do educador na fé, do ministro da Palavra e do orientador espiritual, sempre pronto a doar-se na obediência, humildade, silêncio, sacrifício e seguimento dócil e abnegado de Jesus Cristo. Nele, a acção divina, a obra humana e a contemplação fundem-se numa admirável unidade de vida de apostolado e oração.

Em 1872, alarga o campo do seu apostolado, interessando-se não só pelas misérias e pobrezas morais da cidade, e pelos jovens, mas também pelos prisioneiros dos cárceres, a quem leva, com afecto, o conforto e a misericórdia do Senhor. Dois anos mais tarde, passa a dedicar-se também aos recém-nascidos, em favor das mães solteiras, vítimas de relações enganosas, dando-lhes assistência moral e material, inserindo-as no mundo do trabalho honesto.

Com a ajuda de algumas catequistas, padre Agostinho passa à acção. Nasce um grupo de voluntárias, e acolhem os primeiros jovens em dificuldades, para libertá-los do analfabetismo, dando-lhes orientação moral, religiosa e, também, uma profissão. E a obra cresce, exactamente porque responde bem à forte demanda social e religiosa do povo.

Em 1876, dessa obra funda a congregação das Irmãs da Imaculada, indicando-lhes o caminho da santidade em Maria, modelo da vida consagrada. Após o início difícil e incerto, a congregação se consolida e se difunde em toda a Itália e em quase todos os continentes.

A vida terrena do "sacerdote pobre", como lhe costumam chamar, chega ao fim no dia 7 de maio de 1902. O papa João Paulo II proclama santo Agostinho Roscelli em 2001.

Fonte: http://paulinas.org.br

domingo, 25 de abril de 2021

MARCELINO DE ROMA, PAPA

Papa, Mártir, Santo
250-304

Marcelino (Marcellinus) nasceu em Roma, provavelmente em 250.

Pouco ou nada se sabe da sua vida antes do começo do seu pontificado que começou a 30 de junho de 296 e durou até 25 de outubro de 304, ano em que foi martirizado durante a grande perseguição organizada pelo imperador Diocleciano, “homem grande, magro, de nobre estatura e de olhar penetrante”, mas “impassível e que cultivava e mesmo dissimulava um temperamento violento, sujeito a contradições frequentes”, “um dos três imperadores que a história permite então de admirar”, escreve o historiador da Igreja, Daniel Rops.


Os motivos exactos desta perseguição que começou em 295 — um ano após a chegada do Papa Marcelino ao Sumo Pontificado —, continuam obscuros, e nada parecia anunciar que o grande reformador do império romano, zeloso pela unidade deste, enveredasse por este trágico caminho: perseguir e martirizar os cristãos, como se estes fossem culpados dos problemas políticos que agora começavam a aparecer.

Deus assim o permitiu, para que “o sangue das vítimas fosse semente de cristãos”.

Sabe-se igualmente que foi durante o seu pontificado do Papa Marcelino que “nasceu” o primeiro país cristão: a Arménia.

O corpo do santo Pontífice, segundo o Liber Pontificalis, foi sepultado a 26 de abril no cemitério de Priscilla, sobre a Via Salaria, 25 cinco dias após o seu martírio; todavia o Catálogo liberiano diz que foi em 25 de outubro, mas isso pouco importa, visto que o principal é saber onde se encontram os seus restos mortais de maneira que os cristãos os possam venerar.

Após um certo lapso de tempo, durante o qual não houve Papa, São Marcelo sucedeu a São Marcelino.

Passado quase um século após a sua morte, os inimigos do bispo de Roma, particularmente os donatistas, acusaram o Papa Marcelino de ter queimado incenso diante dos deuses romanos. Esta acusação foi combatida e refutada por santo Agostinho, o qual afirmava que nenhuma prova existia que corroborasse uma tal acusação.

Efectivamente, se o facto fosse verdadeiro, se Marcelino tivesse renegado a sua fé e incensado os deuses romanos, não faltariam provas, não só verbais mas também escritas, provas que jamais existiram.

O que é certo é que o túmulo do Papa Marcelino se tornou, para os cristãos de então, um lugar de peregrinação e de recolhimento.


ANACLETO, PAPA

Papa, Mártir, Santo
(+88)

Eis uma curiosidade com relação ao santo venerado nesta data: seus dados biográficos se embaralharam ao serem transcritos século após século.

Papa Anacleto teve sua vida contada como se ele "fosse dois": papa Anacleto e papa Cleto, comemorados em datas diferentes, 26 de abril e 13 de julho.


O engano, que passou também pelo cuidadoso Barónio, parece ter sido de um copista, que teria visto abreviado em alguma lista dos papas o nome de Anacleto por Cleto e julgou que deveria colocar novamente o nome apagado de Anacleto sem excluir a abreviação. Após a revisão dos anos 1960, como consequência dos estudos de Duchesne, verificou-se que se tratavam da mesma pessoa e a data de Julho foi eliminada.

Ele foi o segundo sucessor de são Pedro e foi o terceiro papa da Igreja de Roma, governou entre os anos 76 e 88. Anacleto nasceu em Roma e, durante o seu pontificado, o imperador Domiciano desencadeou a segunda perseguição contra os cristãos.

Ele mandou construir uma memória, isto é, um pequeno templo na tumba de São Pedro. Morreu mártir no ano 88 e foi sepultado ao lado de são Pedro.

JOÃO BAPTISTA PIAMARTA

Sacerdote, Fundador, Beato
(1841-1913)

João Baptista Piamarta nasceu em Bréscia (Itália), numa modesta família, no dia 26 de Novembro de 1841. Frequentou o Seminário episcopal e foi ordenado Sacerdote em 1865.


Desde o início do seu ministério sacerdotal, distinguiu-se por um grande amor à juventude que vivia nos Oratórios, formando-a através da catequese em várias paróquias, nas quais também os doentes recebiam os seus cuidados espirituais. O seu contacto com os jovens, sobretudo das categorias mais simples e pobres, convenceu-o de que era necessário interessar-se por todos eles. Por isto, deu início a um Instituto artesanal onde, com grandes sacrifícios e muitíssimas dificuldades, preparou centenas de jovens para a vida profissional e cristã. Pensou depois nos problemas da zona rural, e organizou a Colónia Agrícola de Remedello que, em seguida, se tornou um ponto de referência e de orientação para muitas famílias camponesas de toda a Itália.

Em 1902 foi aprovada a Congregação dos Padres da Sagrada Família de Nazaré, por ele fundada com o objectivo de formar cristãmente as famílias e se dedicar à educação da juventude. Mais tarde, juntamente com a Madre Elisa Baldo, criou o Instituto das Humildes Servas do Senhor. Dedicou-se também à imprensa católica e fundou a Editora Queriniana, contribuindo assim para a difusão do pensamento cristão junto dos jovens e das pessoas cultas.

O segredo de tanto fervor e actividade apostólica eficaz do Padre Piamarta consistiu na firme fidelidade a um programa de intensa oração e numa inabalável confiança na Providência. Na sua profunda humildade considerava-se um obstáculo para as obras de Deus, mas acreditava que a bênção divina jamais lhe faltaria.

Viveu pobre e morreu pobre, depois de ter ajudado milhares de jovens do mundo do trabalho a tornarem-se protagonistas da própria promoção humana e cristã.

Morreu a 25 de Abril de 1913 na Colónia Agrícola de Remedello.

Actualmente, os filhos espirituais do novo Beato continuam a sua obra na Itália, em Angola, no Brasil e no Chile.

Fonte: www.vaticano.va

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

HENRIQUE MORSE
Jesuíta, Mártire, Santo
1595-1645

1 Fevereiro

Henrique Morse nasceu em Brome (Suffolk), na Inglaterra no seio de uma família de pequena nobreza, em 1595.
Após os seus estudos no Corpus Christ College, de Cambridge, Henrique Morse ingressou na Igreja católica a 5 de Junho de 1644, enquanto estudava no colégio inglês de Douai, em França.
De volta ao país natal ele passou quatro anos na prisão por causa da sua adesão ao catolicismo. Quando foi libertado viajou para Roma e ingressou no Colégio Inglês da Cidade eterna, para ali prosseguir os estudos que o levariam ao sacerdócio. Henrique foi ordenado em 1624.
No ano seguinte, em 1625, voltou para a Inglaterra, onde se fez jesuíta e começou a exercer o seu apostolado, sob o nome de Henrique Claxton, no nordeste do país. Pouco depois, foi preso em Newcastle em 1626 e encarcerado na prisão do Castelo de Iorque. Foi ali que o noviço jesuíta fez os “Exercícios espirituais” sob a direcção do Padre João Robinson, também jesuíta e seu companheiro de cela. Foi perante este sacerdote que Henrique fez os seus votos religiosos em 1627.
Passou três anos nesta prisão, findos os quais foi expulso do país.
O Padre Morse encontra-se no continente em 1630, e exerce o seu ministério sacerdotal junto dos soldados irlandeses e ingleses na Flandres. Durante algum tempo foi administrador do noviciado dos jesuítas ingleses na cidade de Watten e na casa jesuíta de Liège.
No fim do ano 1633 voltou para a Inglaterra indo exercer o seu ministério em Londres e seus próximos arredores. Em 1636, graças ao seu zelo, noventa famílias protestantes aderem ao catolicismo. O seu zelo apostólico leva-o a ajudar os leprosos (católicos e protestantes) acabando mesmo por ser atingido pela doença, da qual saiu ileso.
Mais uma vez preso (27 de Fevereiro de 1637), ainda porque indefectivelmente sacerdote católico e “tendo removido os fiéis de Sua Majestade de sua fé e felicidade”, ele foi condenado à morte em 21 de Abril. Dois dias depois, na prisão, ele fez sua profissão religiosa final como jesuíta, entre as mãos do padre Edward Lusher. No entanto, a intervenção da rainha católica Henriqueta Maria (e o pagamento de um depósito forte) recebe sua liberação em 20 de Junho de 1637.
Para evitar problemas para aqueles que o tinham salvado da prisão, voltou para o exílio (1640), quando um novo édito real ordenou que todos os sacerdotes católicos deixassem o país antes de 7 de Abril de 1641. Ele se tornou capelão da Regimento inglês de Henry Gage, lutando – ao serviço da Espanha – contra os holandeses.
No entanto, ele retornou à Inglaterra em 1641. Detido novamente em 1643 em Cumberland e preso em Durham e em seguida a Newcastle antes de ser enviado pelo mar para Londres. Ali foi condenado, sem outro julgamento, com base na antiga “culpa” (convicção de 1637) por ser sacerdote católico.
No dia da sua execução foi celebrada a Santa Missa na sua cela.
No catafalco, perdoou aos carrascos e juízes e afirmou que “a Inglaterra, dividida pela guerra civil, só estará em paz no dia em que seus súbditos se unirem ao bispo de Roma, na fé católica”. Ele foi executado em Tyburn, e morreu esquartelado em 1 de Fevereiro de 1645.

O Papa Pio XI beatificou-o em 1939 e a sua canonização ocorreu em 25 de Outubro de 1970, por Paulo VI, ao mesmo tempo que a dos 40 mártires da Inglaterra e do País de Gales.