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terça-feira, 27 de abril de 2021

NUNCIO SULPRIZIO

Leigo, Santo
(1817-1836)

A 540 metros acima do nível do mar, nas encostas do Monte Picca, a aldeia de Pescosansonesco, na província de Pescara, estende-se em diferentes níveis até ao contraforte rochoso. Ali, dos jovens cônjuges Domenico Sulprizio, sapateiro, e Rosa Luciani, fiandeira, nasceu em 13 de Abril de 1817, domingo “in albis”, uma criança que, baptizada antes do pôr do sol do mesmo dia, se chamava Núncio.


Só o registo dos baptismos — o livro dos filhos de Deus — da sua paróquia, durante longos anos terá o seu nome: desconhecido dos poderosos, mas conhecido e amado por Deus. Aos três anos, os seus pais o acolheram ao Bispo de Sulmona, Mons. Francesco Tiberi, em visita pastoral à vizinha cidade de Popoli, a confirmar: era 16 de maio de 1820, a única data feliz da sua infância, porque mais tarde só teria de sofrer.

Órfão e explorado

Em agosto do mesmo ano, o padre Domenico faleceu com apenas 26 anos. Cerca de dois anos depois, mamãe Rosa se casa novamente, também para conseguir apoio financeiro, mas o padrasto trata o pequeno Núncio com aspereza e aspereza. Ele é muito apegado à mãe e à avó materna. Começa a frequentar a escola, uma espécie de “jardim-de-infância”, inaugurada pelo padre Don De Fabiis, na localidade de sua nova residência, Corvara.

Para Núncio, estas são as horas mais pacíficas da sua vida: aprende a conhecer Jesus, o Filho de Deus feito homem que morreu na cruz em expiação pelo pecado do mundo, começa a rezar, a seguir os exemplos de Jesus e dos santos, que o bom sacerdote e mestre lhe ensina. Alegre, sociável e aberto, com amiguinhos. Começa a aprender a ler e a escrever.

Mas em 5 de Março de 1823, sua mãe faleceu: Núncio tinha apenas seis anos e sua avó materna Rosaria Del Rosso o hospedou em casa, cuidando dele. Ela é analfabeta, mas tem muita fé e bondade: avó e neto sempre caminham juntos: juntos na oração, na missa, nos pequenos trabalhos domésticos. A criança frequenta a escola criada pelo padre Fantacci para as crianças mais pobres e aí cresce, na sabedoria e na virtude: é um puro de coração que se deleita em servir a missa, em visitar muitas vezes Jesus Eucarístico no Tabernáculo. Ele tem dentro de si um horror cada vez maior ao pecado e um desejo cada vez mais intenso de se assemelhar ao Senhor Jesus.

Quando ele tinha apenas nove anos, em 4 de Abril de 1826, sua avó morreu. Núncio está agora sozinho no mundo e para ele é o início de uma longa “via dolorosa” que o configurará cada vez mais a Jesus Crucificado.

Sozinho no mundo, ele é recebido em casa — como aprendiz — por seu tio Domenico Luciani — conhecido como “Mingo” — que imediatamente o tira da escola e o “fecha” em sua ferraria, engajando-o nos trabalhos mais difíceis, sem respeito pela idade e as necessidades mais básicas da vida. Muitas vezes o trata mal, deixando-o até sem comida, quando lhe parece que não está fazendo o que lhe é exigido. Ele o envia em missões, independentemente das distâncias, ou dos materiais a serem transportados, ou dos encontros bons ou ruins que ele possa ter. Na “bagunça”, no sol, na neve, na chuva, sempre vestido da mesma forma. Ele não é poupado nem mesmo das surras, “temperadas” com palavrões e blasfémias.

Teria que sucumbir em pouco tempo, mas Núncio já tem muita fé. No recinto da oficina, batendo na bigorna, ocupado sob o “chicote” dum trabalho desumano, pensa em seu grande amigo, Jesus Crucificado, e reza e oferece, em união com ele, “em reparação pelos pecados do mundo, para fazer a vontade de Deus”, “para ganhar o paraíso”. Aos domingos, mesmo que ninguém o mande, ele vai à missa, seu único alívio na semana.

Logo ele fica doente. Numa fria manhã de inverno, seu tio Mingo o envia, com uma carga de ferragens nos ombros, pelas encostas de Rocca Tagliata, em uma cabana remota. Vento, frio e gelo o exaurem. À noite ele volta exausto, com a perna inchada, uma febre que o queima, sua cabeça estoura. Ele vai para a cama, sem dizer nada, mas no dia seguinte não aguenta mais.

O tio dá-lhe como “remédio” o de retomar o trabalho, porque “se não trabalhar, não come”. Em certos dias, Núncio se vê obrigado a pedir um pedaço de pão aos vizinhos. Ele responde com sorriso, oração, perdão: «Que seja como Deus quer. Seja feita a vontade de Deus». Assim que pode, refugia-se para rezar na igreja, em frente ao Tabernáculo: alegria, energia e luz lhe vem vêm de Jesus-Hóstia, para que, desde a adolescência, seja capaz de dar muito conselho sábio aos camponeses que o questionam.

Ele se vê com uma terrível ferida no pé, que logo gangrena. Seu tio lhe diz: “Se tu não puderes mais levantar o martelo, ficarás parado e puxarás o fole!” É uma tortura indescritível. A gangrena precisa de limpeza contínua e Núncio se arrasta até o grande chafariz do povoado para se limpar, mas de lá é logo perseguido como um cachorro sarnento e por mulheres que, chegando lá para lavar roupa, temem que isso polua a água. Em seguida, ele encontra um veio de água em Riparossa, onde pode se sustentar, embelezando o tempo que passou ali com muitos Rosários à Madona.

Wochinger, um segundo pai

Entre Abril e Junho de 1831, ele é hospitalizado no hospital de L’Aquila, mas os tratamentos são impotentes. Para Núncio, porém, são semanas de descanso para si e de caridade para com os outros pacientes, de oração intensa. De volta a casa, ele é forçado por seu tio a pedir esmolas para sobreviver. Ele comenta: “É muito pouco o que sofro, enquanto consigo salvar a minha alma amando a Deus”. Em tantas trevas, apenas o Crucifixo é sua luz.

Finalmente, seu tio paterno, Francesco Sulprizio, soldado de Nápoles, informado por um homem de Pescosansonesco, traz Núncio para sua casa e o apresenta ao Coronel Felice Wochinger, conhecido como “o pai dos pobres”, por sua intensa vida de fé e caridade inesgotável. É o verão de 1832 e Núncio tem 15 anos: Wochinger descobre que está diante de um verdadeiro “anjo” de dor e amor por Cristo, um pequeno mártir. Uma relação de pai para filho é estabelecida entre os dois.

Em 20 de Junho de 1832, Núncio entra no Hospital dos Incuráveis, em busca de tratamento e saúde. O Coronel atende a todas as suas necessidades. Médicos e enfermos percebem que estão enfrentando outro “S. Luis”. Um bom padre lhe pergunta: “Tu sofres muito?” Ele responde: “Sim, faço a vontade de Deus.” “O que você quer?” “Desejo confessar e receber Jesus eucarístico pela primeira vez!”. “Tu ainda não recebeste a primeira comunhão?” “Não, no nosso país temos que esperar 15 anos”. “E os teus pais?”. “Morreram”. “E que se ocupa de ti?” “A Providência de Deus”.

Ele foi imediatamente preparado para a primeira comunhão: para Núncio foi realmente o melhor dia de sua vida. O seu confessor dirá que «desde aquele dia a Graça de Deus começou a operar nele de forma extraordinária, para vê-lo correr de virtude em virtude. Toda a sua pessoa respirava o amor de Deus e de Jesus Cristo».

Por cerca de dois anos, ele ficou entre o hospital em Nápoles e os tratamentos termais em Ischia, obtendo algumas melhorias, se bem que passageiras. Deixa as muletas e ande apenas com uma bengala. Enfim, ele fica mais sereno: ora muito, deitado na cama, ou indo à capela em frente ao Tabernáculo e ao Crucifixo e a Nossa Senhora das Dores. Torna-se anjo e apóstolo dos outros enfermos, ensina catecismo a crianças hospitalizadas, preparando-as para a primeira confissão-comunhão e para viverem mais intensamente como cristãos, para valorizar a dor. Quem se aproxima dele sente nele o encanto da santidade. Costuma recomendar aos enfermos: «Esteja sempre com o Senhor, porque dele vem todo o bem. Sofre por amor de Deus e com alegria». Por si mesmo, ele ama muito uma invocação a Nossa Senhora: “Mãe Maria, deixe-me fazer a vontade de Deus”.

Tendo feito todo o possível por sua saúde, a partir de 11 de Abril de 1834, Núncio passou a residir no apartamento do col. Wochinger, no Maschio Angioino. Seu segundo “pai” se reflecte em suas virtudes e se preocupa muito com ele, correspondido por uma profunda gratidão. Pensa em consagrar-se a Deus e, enquanto espera, o confessor aprova uma regra de vida para os seus dias, regra semelhante à de um consagrado, que observa com escrúpulos: oração, meditação e missa matinal, horas de estudo durante o dia, seguido por bons professores, o Rosário de Nossa Senhora à noite. Ele espalha paz e alegria ao seu redor, e um perfume fragrante de santidade.

San Gaetano Errico, fundador da Congregação dos Missionários dos Sagrados Corações de Jesus e Maria, promete-lhe que o acolherá na sua família religiosa assim que esta começar: “Este é um jovem santo e estou interessado que o primeiro a entrar na minha congregação seja um santo, não importa se ele está doente». Muitas vezes, um certo Frei Filippo, da Ordem dos “Alcantarinos”, vem fazer-lhe companhia e acompanha-o, enquanto estiver em pé, na igreja de Santa Bárbara, no interior do castelo. Logo, porém, a melhora inicial é acompanhada pela piora de seu estado físico: afinal é câncer ósseo e não há cura possível. Núncio, torna-se oferta viva com o Crucifixo, agradável a Deus.

Alegria: do Crucifixo

O coronel é muito próximo dele: desde o primeiro dia, chamou-o de “meu filho”, sempre retribuído por ele, com o nome de “meu pai”. Agora entende que infelizmente se aproxima a hora da separação que só a fé consola na certeza do “adeus no céu”.

Em Março de 1836, a situação de Núncio piorou. A febre está muito alta, o coração não aguenta mais. Os sofrimentos são muito agudos. Ora e oferece, pela Igreja, pelos sacerdotes, pela conversão dos pecadores. Quem vem vê-lo recolhe as suas palavras: «Jesus tanto sofreu por nós e pelos seus méritos a vida eterna nos espera. Se sofrermos um pouco, gozaremos no céu». «Jesus sofreu muito por mim. Por que não posso sofrer por Ele?». «Gostaria de morrer para converter um só pecador».

Em 5 de maio de 1836, Núncio mandou trazer o crucifixo e chamou o confessor. Ele recebe os sacramentos, como um santo. Ele consola o seu benfeitor: “Seja feliz, do céu eu sempre o ajudarei”. Ao entardecer, diz ele, muito feliz: “Nossa Senhora, Nossa Senhora, veja como ela é bonita!” Com apenas 19 anos, ele vai ver Deus para sempre. Um perfume de rosas se espalha. Seu corpo, desfeito pela doença, torna-se singularmente belo e fresco e permanece exposto por cinco dias. Seu túmulo é imediatamente um destino de peregrinação.

O Papa Pio IX, em 9 de Julho de 1859, já o declarou “heróicas as suas virtudes” e, portanto, “venerável”. Em 1º de Dezembro de 1963, antes que todos os bispos do mundo se reunissem no Concílio Vaticano II, o Papa Paulo VI inscreveu Núncio Sulprizio entre os “bem-aventurados”. Ao canonizá-lo no domingo, 14 de Outubro de 2018, o Papa Francisco o confirma como modelo para os jovens trabalhadores, para todos os jovens, mesmo os de hoje.

Se Núncio, que viveu sozinho na dor, soube dar sentido e beleza à sua juventude graças a Jesus amou e viveu, porque, com a sua Graça, a Graça do divino Redentor, do maior Amigo do homem, os jovens do hoje, mesmo ameaçados pela desordem de todos os sentidos, pelas drogas, pelo desespero, não poderão fazer da sua vida uma obra-prima de amor e santidade? É preciso acreditar e obedecer a Cristo crucificado e ressuscitado que faz novas todas as coisas.

Autor: Paolo Risso

Fonte: http://www.santiebeati.it/

quarta-feira, 18 de maio de 2011

ANA ROSA GATTORNO

Religiosa, fundadora, Beata
1831-1900

6 de Maio


Rosa Maria Benta Gattorno nasceu em Génova, Itália, no dia 14 de outubro de 1831. Pertencia a uma família de boas condições financeiras, de bom nome na sociedade e de profunda formação cristã. No pai Francisco e na mãe Adelaide, como os outros cinco filhos, encontrou os primeiros essenciais formadores de sua vida moral e cristã.

Em 1852, aos vinte e um anos de idade, Rosa casou-se com Jerónimo Custo e transferiu-se para Marselha, França. Por motivos financeiros, a família viu-se obrigada a retornar a Génova, com três filhos. A sua primeira filha, Carlota, afectada de repentina enfermidade, ficou surda-muda para sempre; e apesar da alegria dos outros dois filhos, ela foi novamente abalada com o falecimento do esposo, após seis anos de matrimónio, e, pouco tempo depois, com a morte do seu último filho.

Esses acontecimentos marcaram a sua vida e levaram-na a uma mudança radical, a que ela chamara “a sua conversão”, isto é, à entrega total ao Senhor. Orientada pelo seu confessor, emitiu de forma privada os votos perpétuos de castidade e obediência, precisamente na festa da Imaculada Conceição de 1858, e depois, como terceira franciscana, professou também o voto de pobreza. Viveu intimamente unida a Cristo, recebendo a comunhão todos os dias, privilégio que naquele tempo era pouco comum. Em 1862, recebeu o dom dos estigmas ocultos, percebidos mais intensamente nas sextas-feiras.

Num clima de intensa oração, diante de Jesus Crucificado, recebeu a inspiração de fundar uma congregação religiosa: “Filhas de Santa Ana, Mãe de Maria Imaculada”, em Piacenza. Depois de um profundo diálogo com o papa Pio IX, por ele recebeu a confirmação de sua missão de fundadora. Vestiu o hábito religioso em 1867, tomando o nome de Ana Rosa, e após três anos emitiu a profissão, com outras doze religiosas.

Com essa fundação, realizou muitas obras de atendimento aos pobres e doentes, às pessoas sozinhas, anciãs e abandonadas; cuidou da assistência às crianças e às jovens, proporcionando-lhes uma instrução religiosa e adequada, a fim de as inserir no mundo do trabalho. Assim, foram abertas muitas escolas para a juventude pobre e a promoção humano-evangélica, segundo as necessidades mais urgentes da época.

A menos de dez anos da fundação, a congregação recebeu a aprovação definitiva, em 1879. Porém o regulamento só foi aprovado em 1892. Muito estimada e considerada por todos, colaborou, em Piacenza, também com o bispo, monsenhor Scalabrini, hoje beato, sobretudo na obra fundada por ele, a favor dos surdos-mudos.

Sofreu inúmeras provas, humilhações, dificuldades e tribulações de todo género, mas sempre confiou em Deus e, cada vez mais, atraía outras jovens para o seu apostolado. Assim, a congregação difundiu-se rapidamente na Itália, Bolívia, Brasil, Chile, Peru, Eritréia, França e Espanha.

Ana Rosa Gattorno faleceu no dia 6 de maio de 1900, muito debilitada, dois dias depois de contrair uma forte influenza, na Casa mãe de Piacenza. A congregação, nesse período, já contava com trezentas e sessenta e oito Casas, nas quais desenvolviam as suas missões três mil e quinhentas religiosas. Ela foi beatificada pelo papa João Paulo II em 2000.

sábado, 19 de março de 2011

GERTRUDES DE NIVELLES

Religiosa, Santa626-659

17 de Março

Gertrudes nasceu no povoado de Brabante, na cidade de Nivelles, Bélgica, no ano 626. Seu pai era Pepino de Landen, um homem rico e influente, descendente de Carlos Magno. Sua mãe era Ida, nobre e muito religiosa, que depois da morte do marido, fundou o duplo mosteiro de Nivelles, masculino e feminino, dos quais foi a abadessa até a morte. As filhas Gertrudes e Begga também fizeram os votos e vestiram o hábito, passando a viver no mosteiro, ao seu lado. Após a morte da abadessa, Gertrudes foi eleita a sucessora, tinha apenas vinte anos de idade. Mas, como o poder não a atraia, delegou-o a um dos monges, que passou a administrar ambos os mosteiros, enquanto ela ficou apenas com o título.
Gertrudes reservou para si a tarefa de instruir Irmãos e Irmãs, preparando-os na fé e motivando-os para a difusão da Palavra de Cristo. Isso significava um enorme esforço de sua parte pois viviam numa época de ignorância, e superstições. Um eclipse, por exemplo, era considerado um fenômeno sobrenatural e motivo de alarde para todos os camponeses, mesmo os instruídos na fé cristã.
Ela iniciou com vigor um grande processo de reformulação de ambos os mosteiros, chamando, da Irlanda, monges teólogos, os mais versados nas Sagradas Escrituras, para fundamentar essa reciclagem. Empregou toda a fortuna da família, bem como utilizou toda sua influência para esse intento. Mandou, vários emissários a Roma para trazerem livros, não só de cunho litúrgico, ampliando muito a biblioteca. A missão de Gertrudes se tornara uma luta para a difusão da doutrina católica através da instrução e pôde retirar o véu da ignorância que envolvia tanto o clero como os habitantes em geral.
Com tanta sabedoria e predisposição para a santidade, ela adquiriu muitos dons especiais tendo visões, revelações e graças, durante suas orações contemplativas, seguidas de jejuns e penitências constantes. Devota de Maria e Jesus Crucificado, seus sacrifícios eram pelas almas do purgatório, que lhe apareciam durante as orações sob a forma de ratos negros, mas ao final se transformavam em dourados, simbolizando sua salvação pela Misericórdia de Deus. Essas visões ela comentava com as monjas, estimulando as preces à essas almas abandonadas. Por isso, nas suas representações existe sempre um rato ao seu redor. Os devotos, ainda hoje, a evoca contra as invasões de ratos e o medo que eles provocam.
Entretanto, o que mais a destacava era a sua profunda capacidade de compreender os anseios das almas. Por isso, Gertrudes se revelou uma eficaz pacificadora, ao interpelar os "senhores" locais que guerreavam entre si. Suas palavras, dotadas de sabedoria e autoridade, traziam constrangimento à eles, que partiam para o diálogo e conciliação.
As guerras pacificadas e o alívio ao povo sofrido fortaleceram sua fama de santidade em vida e gerou muitas tradições e venerações populares. Quando uma guerra era apaziguada, os oponentes brindavam juntos com o excelente vinho daquela região. O povo chamava a bebida de "Filtro de Santa Gertrudes", pois segundo a crença, a bebida era um "remédio" contra a guerra e o ódio.
Ela morreu em Nivelles, no dia 17 de março de 659, aos trinta e três anos e o seu culto foi imediato. Entretanto, o precioso relicário que continha seus restos mortais foi destruído num bombardeio, em 1940, que atingiu a basílica que o guardava. O que não diminuiu em nada sua veneração no mundo católico, que continua festejando Santa Gertrudes nesse dia.