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quarta-feira, 18 de maio de 2011

FLORIANO DE MANTEM

Militar, Mártir, Santo

século IV

4 de Maio

O mais antigo registro sobre Floriano foi encontrado num documento de doação datado do século VIII, através do qual o presbítero Reginolfo oferecia para a Igreja algumas propriedades de terras dentre as quais, “as do lugar aonde foi enterrado o precioso mártir Floriano”.

Floriano viveu na cidade de Mantem, próxima de Kems, Alemanha. Nesta época, Diocleciano era o imperador e Aquilino o comandante do exército romano, na região do Danúbio, actual Áustria, onde existiam numerosas colónias do Império e vários batalhões de soldados que faziam sua defesa. Floriano era um militar desses batalhões.

Os legionários romanos cristãos foram muito importantes, porque levaram a fé de Cristo às regiões mais remotas do Império Romano, pagando por esta difusão com a própria vida. Famosos e numerosos foram os mártires que pertenceram a essas legiões, mortos sob a perseguição do imperador Diocleciano, no início do século IV. De entre eles encontramos Floriano e seus companheiros.

Diocleciano foi imperador de grande energia, estadista de rara habilidade e inteligência, mas se tornou um fanático inimigo da Igreja. Desencadeou a mais longa e duradoura perseguição contra ela, na intenção de varrer todos os vestígios do cristianismo. Contava, para isto, com a ajuda de seu genro Galério, colega nas armas e no domínio do Império.

Foi dele o decreto que proibia qualquer tipo de culto cristão. Exigia que todos os livros religiosos, começando pela Bíblia Sagrada, fossem queimados e ampliou a perseguição para dentro do seu próprio exército. Os soldados eram obrigados a prestar juramento de fidelidade ao imperador e levar oferendas aos ídolos, sob pena de morte.

Muitos militares recusaram obedecer a ordem do imperador e foram executados. Um deles foi Floriano, acompanhado por mais quarenta companheiros. Eles apresentaram-se ao comandante Aquilino do acampamento de Lorch, Áustria, para comunicar que eram cristãos e que não poderiam servir ao exército do imperador. Por este motivo foram presos.

Durante o processo de julgamento nenhum deles renunciou a fé em Cristo. Foram condenados a serem lançados no rio Ens, com uma pedra amarrada no pescoço. A sentença foi executada, no dia 4 de Maio de 304. O corpo de Floriano foi recolhido por uma senhora cristã, que o sepultou. No século VIII, a sua veneração foi oficialmente introduzida na Igreja pelo Martirológio Romano, que manteve esta data para a festa litúrgica.

No local da sua sepultura construíram um convento beneditino. Mais tarde, passou para os agostinianos, que difundiram a sua memória e de seus companheiros. O seu culto se popularizou rapidamente na Áustria e na Alemanha, onde os fiéis recorrem a ele pedindo protecção contra as inundações. Por esta sua tradição com a água, ao longo do tempo São Floriano tornou-se o protector contra os incêndios e padroeiro dos bombeiros.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

MARCELINO DE CARTAGO

Leigo, Mártir, Ssanto
+ 411

6 de Abril

Santo Agostinho,
amigo de S. Marcelino
São Marcelino era um alto funcionário do Império Romano no século quinto, muito amigo de Santo Agostinho. Vivia em Cartago, onde acumulava dois cargos: tabelião e tribuno. Bom pai de família e homem de notável honradez, Marcelino era conhecido pela sua bondade, sendo estimado por todos.

Era amigo de Santo Agostinho de Hipona.

Foi acusado por hereges donatistas (do bispo Donato, que considerava inválidos os sacramentos ministrados por religiosos em pecado) de ser cúmplice de um usurpador, Heracliano. Tal acusação levou o conde Marino a condená-lo à morte em 13 de setembro de 411. Um ano após sua morte, o próprio imperador percebeu o erro de sua condenação. A Igreja passou a honrá-lo como mártir, pois reconheceu a sua luta contra a heresia donatista e as calúnias formuladas por eles.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

SULPICIO DE BOURGES

Bispo, Santo
† 647

18 de Janeiro

Sulpício faz parte de um grupo selecto de santos que alcançaram importância teológica, cultural e política na história da Igreja, pois actuaram na formação política e religiosa de toda uma nação, no seu caso, a França. Além de serem venerados e chamados à interceder nas aflições diárias ou nas curas dos males físicos da população, à ele recorrem os que sofrem de males nos pulmões.
Para entender o alcance da actuação pastoral e política deste santo, é preciso primeiro visualizar o contexto em que ela aconteceu. Era o século VII e a França se consolidava como nação. Mas, ainda co-existiam vários grupos étnicos que geravam muitos conflitos naqueles domínios e Sulpício, bispo de Bourges, impedia e controlava os choques, mediando e negociando entre eles as convivências difíceis, sempre dentro dos preceitos da Igreja.
Pouco se sabe de sua vida antes de se tornar bispo, mas pode-se calcular que tenha sido exemplar e trabalhosa, pois Bourges era uma importante cidade, situada bem no centro da França. Foi conquistada, pelo Império Romano, meio século antes de Cristo, sendo anexada ao Império dos Francos no ano 507. O cristianismo só chegou no século II. Como bispo, Sulpício, além de colocar a Igreja como base da consolidação política do país, estruturou uma sólida formação religiosa e humana do clero, através da vida monástica que implantou, para garantir a maneira mais segura de evangelização do povo.
A diocese de Bourges teve a felicidade de acrescentar seis santos ao corpo da Igreja, todos bispos. Um deles foi Sulpício que morreu em 647. Em Paris, foi erguida a igreja de São Sulpício de belíssima arquitectura, à esquerda do rio Sena, onde foram depositadas as suas relíquias. Ao lado dela se estabeleceu um seminário beneditino, que adoptou o nome do santo, e se tornou, depois, no maior centro de formação do clero francês. Esta comunidade deu origem à uma nova família de religiosos, chamada de Ordem dos Padres Religiosos de São Sulpício.
Entretanto, São Sulpício se fixou no coração do povo antes mesmo do seu transito, e é ainda o grande auxiliador e intercessor na cura das doenças pulmonares. Segundo uma antiga tradição, o rei Clotário II, soberano da primeira dinastia francesa, foi curado milagrosamente de uma severa pleurite, pelo bispo Sulpício, cuja fama de santidade era muito grande. O rei ficou tão contente que até diminuiu os impostos que cobrava da população de Bourges.