Mostrar mensagens com a etiqueta franciscano. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta franciscano. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 19 de abril de 2011

INÊS DE MONTEPULCIANO

Religiosa, Mística, Santa
1268-1317

20 de Abril

Ela nasceu em Gracchiano-Vecchio, Toscania, Itália em 1268.Inês era muito simples e alguns das mais conhecidas lendas aconteceram em sua infância. A  começar pelo seu nascimento quando sua casa foi cercada por muitas luzes em um tempo onde não havia luz eléctrica. Em sua infância ela foi especialmente marcada por dedicação a Deus: ela passava horas recitando o Padre Nosso e Ave Marias no canto de seu quarto. Quando atingiu 6 anos ela já pedia aos seus pais que queria entrar em um convento. Quando eles disseram a ela que era muito jovem ela implorou que eles mudassem para Montepulciano de modo que ela pudesse fazer visitas mais frequentes ao convento de lá.
Por causa da instabilidade política, seu pai estava com receio de mudar de um lugar seguro, mas permitiu que ela visitasse com mais frequência as freiras.
Em uma de suas visitas um evento ocorreu que todos os autores dizem que teria sido profético. Inês estava em Montepulciano com sua mãe e com uma mulher da casa, quando elas passaram por uma colina onde havia um bordel e um bando de corvos, voando baixo, atacaram a garota. Bicando eles conseguiram arranhar a menina antes que as mulheres pudessem afasta-los. Surpresas com o ataque mas seguras de si elas disseram que o ataque devia ser coisa do demónio  que ressentia a pureza da pequena Inês a qual um dia os afastaria daquela colina. Como de fato anos mais tarde, Inês construiu um convento na mesma colina. Quando ela atingiu nove anos ela insistiu que havia chegado o tempo e entrou para o Convento del Sacco. Ela foi permitida a ir com um grupo de Franciscanas em Montepulciano os quais vestiam o máximo em simplicidade. A sua roupa era feita na forma de uma saco, daí o nome de “freiras do saco”. A rica menina de Segni não ficou nem um pouco preocupada com a crua simplicidade das vestes. Sua formação religiosa foi entregue a experiente irmã Margarete e Inês logo surpreendeu a todos pelo seu excepcional progresso. Por  5 anos ela teve uma paz completa que ela jamais voltaria a ter. Aos 14 anos foi indicada como auxiliar da tesoureira e nunca mais ficou sem sentir alguma responsabilidade pelos outros.
Durante algum tempo Inês alcançou um alto degrau de contemplação e foi abençoada com varias visões. Uma das mais lindas foi a da ocasião da Visita da Virgem. Nossa Senhora veio com o Divino Infante em seus braços e permitiu que Inês o tocasse e o segurasse. Como não quisesse solta-Lo, quando a Virgem foi de novo segura-Lo ela não O soltou, e assim ela acordou de seu êxtase e a Virgem e o Jesus haviam partido, mas Inês estava agarrada a um lindo crucifixo de ouro. Ela passou a usa-lo com uma corrente em seu pescoço e o guardou toda sua vida  como um tesouro precioso.
Doutra feita Nossa Senhora deu a ela três pequenas pedras e disse a ela que ela deveria construir  um convento com elas algum dia. Inês respondeu que não estava indo a lugar algum naquele momento, mas a Virgem disse a ela para guardar as pedras, três em honra da Santíssima Trindade que um dia iria precisar delas.
Algum tempo depois um novo convento Franciscano abriu em Procena, perto de Orvieto e as irmãs pediram as freiras de Montepulciano que enviassem uma madre superiora. Irmã Margarete foi seleccionada, mas estipulou que Inês deveria ir com ela para ajudar na fundação da nova comunidade. Ali  Inês serviu como “dona de casa” uma grande responsabilidade para uma jovem de 14 anos. Logo muitas outras jovens entraram para o Convento de Procena simplesmente porque  sabiam que Inês estava lá.
Para preocupação de Inês ela foi escolhida como Abadessa. Como ela só tinha 15 anos, uma dispensa especial seria necessária. Diz a tradição que o Papa Nicolau IV teve uma visão para permitir que ela tomasse o Ofício. No dia que ela foi consagrada Abadessa, uma chuva de cruzes bancas flutuavam dentro da capela e em volta das pessoas. Parecia ser uma comemoração celestial a uma situação bastante extraordinária. Uma menina sendo consagrada Abadessa!
Por 20 anos Inês viveu em Procena. Ela era uma Superiora cuidadosa e algumas vezes fazia milagres para aumentar o suprimento de pão quando este estava pouco no Convento. Ela orava a e despensa milagrosamente ficava repleta de pão. A disciplina da irmã era legendária. Ela viveu de pão e água por 15 anos. Dormia no chão, com uma pedra como travesseiro. É dito, que em suas visões, os anjos traziam a sua Sagrada Comunhão.
É dito também que quando ela se ajoelhava para orar, os lírios ou rosas por perto desabrochavam imediatamente.
Quando suas visões de Cristo, Nossa Senhora e anjos ficaram conhecidos; os cidadãos de Montepulciano a chamaram de volta para uma pequena estadia. Ela foi sem muita vontade, porque não gostava de deixar sua clausura. Mas logo que chegou ficou sabendo que eles haviam a chamado para construir um novo convento. Uma visão disse a ela para deixar os franciscanos e que ela seria no futuro uma Dominicana. Em 1306 Inês retornou a Montepulciano  e iniciou a construção  do convento no local do antigo bordel. Tudo que ela tinha eram as três pedras dadas a ela pela Virgem Maria e Inês que tinha sido tesoureira e conhecida um pouco sobre o que fazer. Após uma discussão com os habitantes da colina onde ela queria a fundação, a terra foi finalmente obtida e o Prior servita colocou a primeira pedra. Inês terminou a construção do Convento e da Igreja que se chama Santa Maria Novella, bem antes do tempo normal e com várias aspirantes a conseguir  vagas no novo Convento.
Inês estava convencida que a nova comunidade precisava ser ancorada em uma Constituição ou Regras bem estabelecidas para obter de Roma a licença permanente. Ela explicou que as Regras deveriam ser Dominicanas . O novo Convento foi aprovado e ela foi indicada como Abadessa e os Dominicanos concordaram em providenciar os capelães e as directrizes para a nova comunidade.
Com a idade de 49 anos a saúde de Inês começava a decair rapidamente. Santa Inês veio a falecer  logo depois, em 20 de abril de 1317, e disse as irmãs que estavam com ela: Vocês descobrirão que eu não as abandonarei. Eu estarei contigo para sempre.
Ela foi enterrada em Montepulciano e seu túmulo  logo se tornou local  de peregrinação e vários milagres ocorreram junto de sua tumba. Por isso  sua tumba foi aberta para que o seu corpo fosse trasladado para uma igreja Dominicana e verificaram que seu corpo estava incorrupto. Ela passou a ser guardado em um Santuário na Capela do Convento.
Uma das mais famosas peregrinas  visitar seu Santuário foi Santa Catarina de Sena que foi para venerar a santa e também visitar uma sobrinha de nome Eugenia que era freira no convento. Quando ela se inclinou para beijar os pés de Inês, ficou maravilhada ao ver que Inês levantava o seu pé suavemente de encontro aos lábios de Catarina.
Em 1435 seu corpo incorrupto foi levado para um lindo Santuário em uma igreja Dominicana em Orvieto onde está até hoje. O Papa São Clemente VIII aprovou um Oficio para uso na Ordem de São Domingos e inseriu seu nome no Martirológio Romano. Ela foi canonizada pelo Papa Bendito XIII em 1726.
Ela é padroeira de Montepulciano.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

EGIDIO MARIA DE SÃO JOSÉ

(Francisco António Postillo)
Religioso, Santo
1729-1812

7  de Fevereiro

Nascido em Tarento a 16 de Novembro de 1729, Egídio Maria de São José (tendo no baptismo o nome de Francisco António Postillo), conheceu a pobreza desde a sua infância. Em breve foi obrigado a aprender o duplo e duro emprego de seus pais, tornando-se ele também um excelente “sapateiro” e um especialista do “feltro”. Aos dezoito anos, órfão de pai, ficou sendo o “sustento da família”. A fé cristã sincera que seus pais lhe tinham transmitido, ajudou-o a ultrapassar todas as dificuldades e a ter ser sempre uma confiança inquebrantável no Pai celeste.
Em Fevereiro de 1754, realizando que sempre tinha sido a sua aspiração, quer dizer, “poder pensar e trabalhar só para o Senhor”, depois de ter provido necessariamente às necessidades da família, foi aceite no Convento dos Frades Menores “Alcantarinos” da Providência de Lecce.
Foi iniciado na vida franciscana no mosteiro de Galatone (Lecce). Ali, em 28 de Fevereiro de 1755, entre as mãos do Ministro provincial, Irmão Damiano de Jesus e Maria, fez a sua profissão religiosa.
Desde o mês de Fevereiro de 1755 e até fins de Maio de 1759, ele residiu no mosteiro de Squinzano (Lecce), entregando-se aos trabalhos da cozinha: passou pois a ser o cozinheiro da Fraternidade.

Testemunha da caridade

Depois de uma breve estadia no mosteiro de Capurso (Bali), no mês de Maio de 1759, o irmão Egídio Maria foi destinado a Nápoles, onde os Irmãos Menores Alcantarinos de Lecce, possuíam um pequeno auspício, o de São Pascal, em Chiaia, elevado, durante o capítulo de 1759 ao grau de “Guardaria”.
Em Nápoles, o nosso Beata permaneceu quase 53 anos, quer dizer até à sua morte, ocupando, conforme as necessidades, o cargo de cozinheiro, de porteiro, de esmoler, edificando a todos, e particularmente os pobres, que acorriam numerosos ao Convento de Chiaia para recebem do Irmão Egídio Maria uma ajuda ou uma palavra de consolação.
Com solicitude franciscana e caridade activa, o Bem-aventurado consagrou as suas energias ao serviço dos mis pobres e dos mais sofredores, inserindo-se profundamente no tecido da grande cidade que, nesses anos difíceis, era assolada por fortes tensões sociais e por escandalosas formas de pobreza, por causa dos acontecimentos políticos que implicaram o que então era o Reino de Nápoles, acontecimentos que atingiram a própria Igreja e os seus Pastores.
Bastante numerosos foram os prodígios que acompanharam a missão de bem e de pacificação do Irmão Egídio Maria, o que contribuiu que mesmo enquanto vivo era já chamado o “Consolador de Nápoles”.
“Amai a Deus, amai a Deus”, costumava ele repetir àqueles que o encontravam, quando quotidianamente e à custa de grandes esforços e sacrifícios, singrava nas ruas de Nápoles. Os nobres e as pessoas cultivadas gostavam de dialogar com este franciscano, cujas palavras eram simples, mas cheias do amor de Deus.
A vida do nosso Bem-aventurado foi, no entanto, essencialmente contemplativa. Como esquecer a sua oração prolongada e nocturna diante do Santíssimo Sacramento, a sua terna devoção à Virgem, Mãe de Deus, o seu amor à Natividade do divino Redentor, a sua devoção aos Santos? Justamente porque ele era “contemplativo em acção”, o Bem-aventurado Egídio Maria teve a capacidade de ver o sofrimento e a miséria de seus irmãos e por isso mesmo sempre foi como um “fogo de caridade e de carinho”.
Aureolado por uma grande e vasta reputação de santidade, o Irmão Egídio Maria foi acolhido nas alegrias do Céu pelo Rei da glória, no dia 7 de Fevereiro de 1812, primeira sexta-feira do mês: eram 12 horas do dia, hora em que os sinos do Convento convidavam a orar o Mistério da Incarnação do Verbo no humilde seio de Maria.
O Papa Pio IX declarou a heroicidade das suas virtudes em 24 de Fevereiro de 1868. Por sua parte, o Papa Leão XIII, elevou-o às honras dos altares, proclamando-o Bem-aventurado no dia 4 de Fevereiro de 1888.
Passados mais de cem anos, no dia 15 de Dezembro de 1994, o Santo Padre João Paul II, proclamou-o Santo, oferecendo assim este franciscano tão humilde, à veneração da Igreja universal.
Tradução, segundo o texto francês apresentado pelo

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

TOMÁS DE CORI

Frade Menor Franciscano, Santo
1655-1729
11 de Janeiro

S. Tomás de Cori, Franciscano
Francisco Antonio Placidi, assim foi batizado ao nascer em 04 de junho de 1655, na cidade de Cori, Itália. Tornou-se órfão dos pais aos catorze anos de idade, e, assim jovem, responsável pela família. Aos vinte e dois, com as duas irmãs bem encaminhadas e casadas dentro dos preceitos cristãos, ele entrou para a Ordem dos Frades Menores Franciscano, no convento de Orvieto em 1677, tomando o nome de frei Tomás.
Após cinco anos foi consagrado sacerdote, logo assumindo a condição de predicador na sua diocese em Subiaco, onde exerceu seu apostolado. Considerado grande professor de santidade, exímio diretor espiritual e incansável confessor, iniciava essa tarefa pela manhã terminando só à noite.
Frei Tomás de Cori, foi imagem viva do Bom Pastor. Como guia amoroso, soube conduzir para as pastagens da fé os irmãos confiados aos seus cuidados, animado sempre pelo ideal franciscano.
No convento demonstrava o seu espírito de caridade, fazendo-se disponível a qualquer exigência, mesmo a mais humilde, sendo especialmente solicitado para atender os que estavam enfermos nos leitos. Ele, que durante quarenta anos, conviveu com uma ferida na perna, sem que fizesse uma única queixa ou fosse um motivo de impedimento para o exercício de suas funções e apostolado.
Como autêntico discípulo do Pobrezinho de Assis, Tomás de Cori foi obediente a Cristo. Meditou e encarnou na sua existência a exigência evangélica da pobreza e do dom de si a Deus e ao próximo. Contemplado pelo Espírito Santo com muitos dons, como o do conselho, cura, graças e prodígios, foi durante sua vida religiosa, "visitado" muitas vezes na Santa Missa, pelo Menino Jesus, a Virgem Maria e por São Francisco de Assis.
Entretanto seu nome está ligado à grande obra dos "Retiros" da Ordem Franciscana. Seguindo o exemplo do beato Boaventura de Barcelona, fundou os "retiros" de sua Ordem em Civetela e Palombara Sabina, ambos na Itália. As rígidas regras para as orações e vida religiosa se estenderam para todos os "Retiros" da sua Ordem em 1756, e se mantém até hoje na íntegra com a sua assinatura. Eles também serviram de base para os "retiros" de outras Ordens religiosas.
Toda a vida de Tomas de Cori se mostrou assim como sinal do Evangelho, testemunho do amor do Pai celeste, revelado em Cristo e operante no Espírito Santo, para a salvação do mundo. Ele que morreu no dia 11 de janeiro de 1729, foi beatificado em 1786 e canonizado pelo papa João Paulo II em 1999.