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sábado, 24 de abril de 2021

MARCOS EVANGELISTA

Discípulo de S. Padro, Evangelista, Mártir, Santo
(século I)

São Marcos, ou João Marcos hebreu de origem, da tribo de Levi, foi um dos primeiros discípulos de São Pedro, que na festa de Pentecostes receberam o santo Baptismo das mãos do Apóstolo, razão talvez, de Pedro em sua primeira epístola o chamar “seu filho”. (I Pedro 5,13).


Os actos dos Apóstolos (12,12) mencionam a mãe de Marcos, Maria, proprietária de uma casa em Jerusalém, onde os cristãos realizavam suas reuniões. Alguns autores reconhecem Marcos como o parente de Barnabé, e quem, bem moço ainda, se associou com São Paulo na primeira viagem apostólica e, terminada esta, por divergências entre eles, voltou para Jerusalém. Na segunda viagem paulina não o vemos ao lado do apóstolo. (At. 15, 3).

Mais tarde, porém, foi companheiro de São Paulo na primeira prisão em Roma (Filem. 4); pelo mesmo apóstolo foi mandado aos Colossenses (Col. 4, 10).

Pela segunda vez preso em Roma, Paulo o chamou para junto de si. (2. Tim. 4, 11.) Seu apostolado é intimamente ligado também ao de São Paulo, em Roma, onde desenvolveu com tanto zelo as actividade apostólicos, que seu Chefe desejou tê-lo sempre em sua companhia.

Em Roma teve Marcos o prazer de ver os belos frutos, que a pregação do príncipe dos Apóstolos produzira, crescendo dia por dia o número dos que pediam o santo Baptismo.

Durante sua ausência, São Pedro confiou a Marcos a vigilância sobre a jovem Igreja.

Atendendo ao insistente pedido dos primeiros cristãos de Roma, de deixar-lhes um documento escrito, que contivesse tudo que da boca de Pedro ouviram da vida, da doutrina, dos milagres e da morte de Jesus Cristo, Marcos escreveu o Evangelho que lhe traz o seu nome.

Dos quatro Evangelhos o mais curto e por assim dizer, o mais incompleto; não contém a história da Infância de Cristo, nem o sermão da montanha. São Pedro leu-o aprovou-o e recomendou aos cristãos que dele fizessem a leitura.

Depois de ter passado alguns anos em Roma, Marcos pregou o Evangelho na ilha de Chipre, no Egipto e nos países vizinhos. As conversões produzidas por esta pregação contavam-se aos milhares.

Milhares de ídolos ruíram por terra, e nos lugares dos templos se ergueram igrejas cristãs. O Egipto, antes um país entregue à idolatria, tornou-se teatro da mais alta perfeição cristã e refúgio de muitos eremitas.

Marcos trabalhou 19 anos em Alexandria, onde a Igreja chegou a um estado de extraordinário esplendor.

Não satisfeitos com a observância de tudo aquilo que o Evangelho apresentava como indispensável, muitos cristãos observavam do modo mais perfeito os conselhos evangélicos, abstendo-se, a exemplo do mestre, do uso da carne e do vinho e distribuindo os bens entre os pobres. Inúmeros eram aqueles que viviam em perfeita castidade. O número dos cristãos cresceu de tal maneira, que para todos terem ocasião de assistir ao santo sacrifício da Missa e à pregação, foi necessária destacar um número de casas bem grande onde se pudessem reunir.

Tão grande prosperidade da causa do Senhor não podia deixar de inquietar e irritar os sacerdotes pagãos contra o grande Apóstolo. Marcos, sabendo que os inimigos seus e de Cristo estavam conspirando contra sua vida, e, prevendo uma generalização da perseguição, na qual muitos cristãos poderiam não ter a força de perseverar na fé, deu à Igreja de Alexandria um novo bispo, na pessoa de Aniano, e ausentou-se da cidade.

Dois anos durou essa ausência. Ao voltar, havia uma grande festa, que os pagãos celebravam em honra do deus Serapis. A maior homenagem que podiam render à divindade havia de ser — assim opinavam os idólatras — a oferta da vida do Galileu: por este nome era conhecido o grande evangelista.

Imediatamente se puseram a caminho em busca de Marcos. A eles se uniram muitas pessoas. Descobrir-lhe paradeiro e penetrar na casa que hospedava, foi obra de minutos.

Marcos estava celebrando os santos mistérios, quando a horda sequiosa do seu sangue, entrou. Prenderam-no e, com muita brutalidade, conduziram-no pelas ruas da cidade. O trajecto todo ficou marcado do sangue do Mártir.

Marcos não opôs resistência; ao contrário, deu louvor a Deus por ter sido achado digno de sofrer pelo nome de Cristo.

Na noite seguinte apareceu-lhe um anjo e disse-lhe: “Marcos, Servo de Deus, teu nome está escrito no livro da vida, e tua memória jamais se apagará. Os Arcanjos receberão em paz teu espírito”.

Além desta teve a aparição de Deus Nosso Senhor, da maneira por que muitas vezes o tinha visto durante a vida mortal e disse-lhe:

“Marcos, a paz seja contigo”. Estas, como as palavras do Anjo, encheram a alma do Mártir de grande consolo e ânimo.

O dia seguinte,  25 de Abril, foi o dia do martírio. Os pagãos maltrataram-no de um modo tal que morreu no meio das crueldades. As últimas palavras que proferiu foram: “Em vossas mãos encomendo o meu espírito”.

Os pagãos quiseram queimar seu corpo. Uma fortíssima tempestade, que sobreveio, frustrou-lhes os planos e forneceu aos cristãos, ocasião de tirar o corpo e dar lhe honesta sepultura, numa rocha em Bucoles.

Em 815 foram as relíquias de São Marcos transportadas para Veneza, onde ainda se acham.

O leão é o símbolo deste evangelista, que inicia seu Evangelho com estas palavras: “Voz daquele que clama no deserto: Preparai os caminhos do Senhor”.

FIEL DE SIGMARINGA

 Advogado, Monge capuchinho, Mártir; Santo
(1577-1622)

São Fiel, chamado no baptismo Marco Rey, nasceu em Sigmaringa, na Alemanha, em 1577. Estudou Direito em Friburgo e exerceu advocacia com tal amor à justiça que foi chamado o "advogado dos pobres". Era um cristão recto e piedoso, um advogado justo e cheio de caridade, assumindo sempre gratuitamente a defesa dos necessitados. Pode ser comparado, neste âmbito, a São Ivo da Bretanha, Santo Afonso Maria de Ligório e Santo André Avelino.


Aos 35 anos, para evitar os perigos morais que comportava a sua carreira, deixou as leis e decidiu seguir outra vocação. Disse alguém que ele teria deixado a sua profissão de advogado pelo medo que tinha de vir a cair em alguma daquelas injustiças que parecem inevitáveis nesta profissão.

Fez-se capuchinho em Friburgo onde tinha frequentado os estudos de Direito. Impôs-se a si mesmo viver em obediência, pobreza, humildade, com espírito de penitência, de austeridade e de sacrificada renúncia. Foi ordenado presbítero em 1612, tornando-se um grande pregador da Palavra de Deus.

Eleito Guardião do Convento de Weltkirchen, na Suíça, entregou-se fervorosamente ao apostolado num momento particularmente difícil da vida da Igreja.

No cantão suíço dos Grijões, verificou-se, naquela altura, a dolorosa separação que dividiu católicos e calvinistas, tendo degenerado numa sangrenta guerra política entre os Valijões e o Imperador da Áustria.

O Papa Bento XIV assim escreveu acerca do nosso Santo:

"São Fiel exprimia a plenitude da sua caridade em confortar e ajudar o próximo, abraçava, com coração de pai, todos os aflitos, sustentava imensas multidões de pobres com esmolas que recolhia em toda a parte. Aliviava a solidão dos órfãos e das viúvas, procurando para todos eles a ajuda dos poderosos e dos príncipes. Ajudava, sem descanso, os encarcerados com todos os auxílios espirituais e corporais ao seu alcance, visitava com carinho e atenção os doentes, entretinha-os, reconciliava-os com Deus e preparava-os para enfrentarem a última batalha. Este homem, fiel no nome e na realidade, foi notável na defesa incansável da fé católica".

São Fiel alimentou sempre no seu coração o desejo de derramar o seu sangue pelo Senhor e foi ouvido por Deus. Enviado para a Suíça pela Congregação da Propaganda da Fé com o fim de orientar uma missão entre os hereges, sucedeu que as numerosas conversões ali verificadas lhe atraíram a ira e o ódio das autoridades que acabaram por interrompê-lo com disparos de espingarda numa das suas pregações em Seewis. A seguir, foi agredido fora da igreja em que pregara e depois ferido de morte. O seu corpo acabou por ser barbaramente esquartejado. Era o dia 24 de Abril de 1622. Tinha 45 anos. A sua morte impressionou até os seus mais acirrados inimigos e teve como fruto imediato a pacificação entre eles. Os acontecimentos que se seguiram imediatamente mostraram bem que o sacrifício de São Fiel não tinha sido em vão.

É o protomártir da Sagrada Congregação da Propaganda da Fé.

Foi canonizado por Bento XIV em 1746.

sábado, 8 de janeiro de 2011

MARTIROLOGIO ROMANO

APRESENTAÇÃO
Beata Alexandrina
Padroeira do nosso blogue
O nosso desejo, neste novo blogue é de vos oferecer, em cada dia do ano os Santos que fazem parte do Martirológio Romano.
Em certos dias eles são mais numerosos do que noutros... Mais conhecidos uns que outros... Mais queridos uns do que outros... Mais invocados uns do que outros... Mas todos são Santos ou Bem-aventurados.
Vamos começar este trabalho a partir do dia 1 de Janeiro de 2010 e esperamos encontrar para cada dia do ano um ou mais desses nossos valorosos intercessores junto de Deus.
Sempre que isso seja possível, o texto será acompanhado duma imagem do Santo(a) ou Bem-aventurado(a), visto que o visual, nestes tempos em que a imagem prima, é bastante importante.
Poderá também acontecer que para determinados Santos ou Santas, nos seja possível publicar duas ou três biografias de diferentes fontes.
Poderá igualmente acontecer que para certos Padres ou Doutores da Igreja nós possamos incluir alguns dos seus escritos, que vos poderão servir de meditação.
As vossas sugestões serão sempre bem-vindas, assim como os vossos comentários.