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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

ESTEVÃO BELESINI

Sacerdote agostiniano, Beato
1774-1840

2 de Fevereiro

Nasceu em Trento, em 25 de novembro de 1774. Aos 18 anos vestiu o hábito agostiniano no convento de São Marcos. Passou pois  pelo noviciado de Bolonha, tendo seguido a Roma e de novo a  Bolonha para os estudos de filosofia e da teologia. Por ocasião da invasão das tropas napoleónicas teve de abandonar o Estado pontifício, retornando a Trento, onde no ano de 1797 foi ordenado. Viveu no convento de São Marco ao final de 1809, ano em que o Mosteiro foi fechado por ocasião da supressão religiosa operada pelo governo da região.
Retornando à família, dedica-se à assistência de jovens, fazendo da própria casa  uma escola gratuita. Continua esta actividade até o retorno do governo austríaco, conquistando em breve tempo a estima e consideração do povo e isso estendeu-se à autoridade civil, que o nomeou Inspector Geral da Escola  de Trento.
Padre Estevão decidiu, porém, permanecer fiel à sua profissão religiosa. Diante da impossibilidade de concretizar isso na sua cidade, já que o governo não permitia a  reabertura do convento de São Marco, abandona a  carreira escolar e refugia-se à Bolonha, no estado Pontifício, onde em breve espaço se reabilita na vida religiosa. A autoridade civil de Trento, apressadamente o convida a retornar, respondendo resolutamente que se encontra unido à Deus através dos votos religiosos e que sua amantíssima Mãe é a Religião.
Foi excelente mestre do noviciado. Consagrou-se, nos últimos anos da sua vida ao ministério paroquial de Genezzano, vindo à morrer em 2 de fevereiro de 1840. Seu corpo repousa no Santuário do Bom Conselho, em Genezzano. Foi proclamado beato por São Pio X em 1904. É o primeiro pároco elevado à honra dos altares. A sua memória litúrgica celebra-se em 3 de fevereiro

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

ROMÉDIO DE TRENTO

Monge, Santo
Século X

15 de Janeiro
Remédio pertencia a uma rica família dos primeiros nobres do norte da Itália. Ele era o jovem senhor do castelo de Thaur, no vale do Trento. Jovem poderoso, tinha nas mãos o poder económico e político. Era proprietário das ricas salinas daquele vale e possuía muitos homens a seu serviço. Com a morte dos pais sua fortuna aumentou, entretanto, nada o satisfazia. Foi procurar seu amigo Virgílio, bispo de Trento, que mais tarde se tornou santo, e doou tudo para a sua igreja. Alguns dias depois, voltou, com uns poucos amigos, pedindo sua benção e aprovação para uma peregrinação com destino a Roma. O grupo seguiu a pé, levando um documento do bispo para o papa, que os recebeu e abençoou.
Voltando para Trento, juntos decidiram prosseguir a experiência religiosa comunitária vivida durante a peregrinação. Foram para um velho castelo em ruínas, situado no pico de um penhasco rochoso. Neste ambiente pitoresco, Romédio viveu em estimulante confronto com Deus, com suas criaturas e com si mesmo; através da austeridade, penitência e oração. Quando era rico, Romédio não vivia nesta plenitude, pois explorava a terra e os homens a seu serviço. Vivendo na pobreza, ele se reencontrou em plena comunhão com Deus e com as suas criaturas.
Os montanheses do vale aprenderam a conhece-lo e a estima-lo, paravam para rezar junto à cruz que Romédio tinha colocado dentro de uma gruta e conversavam com ele. A sua fama de ermitão se espalhou, como os seus prodígios. Romédio fez muitos discípulos, dentre eles havia um chamado Davi, que a tradição lembra por uma passagem singular. Contam que Romédio, velho e cansado, desejava encontrar com o amigo bispo Virgílio, por isto mandou o seu jovem discípulo Davi selar o cavalo. Ele foi, mas encontrou um urso esfomeado estraçalhando o cavalo. Quando soube, Romédio disse ao jovem: "Não tenha medo! Coloque a sela no urso. Ele me servirá de cavalo". Davi obedeceu. Receoso se aproximou da fera bravia, mas para sua surpresa o urso mansamente se deixou selar. Com a cabeça baixa, como se pedisse perdão por ter comido o cavalo, o urso foi até Romédio e este o acariciou e montou sobre a sela, concluindo o seu prodígio na cidade, onde foi recebido por Virgílio e pela população surpresa.
Quando Romédio morreu, com a idade bem avançada. Foi sepultado dentro da gruta onde costumava rezar, e o local se tornou meta de peregrinação. Assim, por volta do ano 1000 foi construída uma igreja, onde iniciou o culto a São Romédio e se tornou um Santuário belíssimo erguido sobre rochas. Dois séculos depois, o culto já consolidado foi reconhecido oficialmente pelo bispo de Trento e se ampliou com a distribuição das relíquias para as igrejas de toda a região do Trento e dos Alpes austríacos, alemães, suíços. O papa Pio X confirmou em 1907, o seu culto “imemorável”.