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segunda-feira, 4 de abril de 2011

MARIA CRESCÊNCIA HOSS

Franciscana, Santa
1682-1744

5 de Abril

Maria Crescência Hoss nasceu numa família numerosa de humildes tecelões na cidade de Kaufbeuren, na Alemanha, no dia 20 de Outubro de 1682. Seus pais eram católicos praticantes, mas não tinham condições de atender o desejo da filha, que era o de ingressar no mosteiro da Ordem Terceira das Franciscanas daquela cidade. Entretanto a ajuda financeira veio do prefeito protestante, sensível à vocação religiosa de Crescência. Admitida pelas franciscanas em 1703, um ano depois recebia o hábito definitivo da Ordem Terceira.

A franciscana Crescência possuía dotes espirituais, humanísticos e morais que fascinavam todos que dela se aproximavam. Para um número extraordinário de pessoas, foi a auxiliadora previdente, sensata e também conselheira iluminada. Possuía a capacidade de reconhecer rapidamente os problemas e apresentar soluções apropriadas e racionais. Até mesmo o príncipe herdeiro e bispo de Colónia, Clemente Augusto, tinha-a como orientadora espiritual e sábia, tanto que solicitou ao papa sua canonização logo que ela morreu.

Crescência tinha uma inteligência privilegiada. Dentro do pequeno convento das franciscanas, conseguiu fazer um surpreendente apostolado, onde cumpriu todas as funções com a dedicação e a generosidade de quem possui a alma dos grandes. Em 1710, ela foi intendente atenciosa, previdente e caridosa mantendo um contacto harmonioso de comunicação com o exterior e a vida do convento. Sete anos depois, ela se tornou a professora das noviças, formando as jovens irmãs para uma vida digna da espiritualidade interior daquela comunidade religiosa.
Para sua surpresa, em 1741 Crescência foi eleita a superiora e, apesar das tentativas de recusa, acabou aceitando a tarefa. Recomendou a observação do silêncio, a oração contemplativa, e a leitura espiritual, especialmente o Evangelho. Em seus três anos como superiora, tornou-se sua segunda fundadora. Firmou solidamente as bases espirituais franciscanas no respeito ao juramento da vocação, que diz: "Deus quer os ricos em virtudes, não em bens temporais". Os pontos principais de seu programa para a renovação do convento foram a confiança ilimitada na Providência Divina, na doação integral ao próximo e aos mais pobres, no amor ao silêncio, na devoção a Jesus Crucificado, na devoção à eucaristia e à Virgem Santa.

Maria Crescência Hoss morreu em Easter, no dia 5 de Abril de 1744, e tornou-se uma das santas mais veneradas da Alemanha e da Europa do Leste. Foi sepultada no convento da Ordem Terceira das Franciscanas de Kaufbeuren, que logo se tornou um local de intensa peregrinação de devotos que solicitam sua intercessão em curas e graças. No ano de 1900, o papa Leão XIII beatificou-a.

O seu culto foi fixado para o dia 5 de Abril e se tornou oficial que no local de sua sepultura fosse erigido um santuário para a visitação de fiéis. A sua canonização foi feita em 2001, pelo papa João Paulo II, em Roma.

segunda-feira, 7 de março de 2011

CATARINA MARIA DREXEL

Fundadora das Religiosas do Santíssimo Sacramento
para os índios e os afro-americanos
(1858-1955)

3 de Março

Uma das Beatas agora canonizadas por João Paulo II nasceu em Filadélfia, no Estado da Pensilvânia (E.U.A.), em 26 de Novembro de 1858. Chamava-se Catarina Drexel, filha de um famoso banqueiro. Seus pais fizeram-lhe ver que a riqueza era dada para o bem de todos, e por isso devia ser repartida com os outros.
Durante uma viagem com a família ao Oeste americano, Catarina, ainda jovem, deu-se conta da miséria em que viviam os indígenas da América. Esta experiência acendeu nela o desejo de fazer qualquer coisa para aliviar as condições da sua vida e caracterizou o seu empenhamento pessoal e financeiro para o sustento das missões e dos missionários nos Estados Unidos em favor dos índios.
Quando se encontrou com o Papa Leão XIII e lhe pediu missionários para trabalhar com os índios a quem ela ajudava, ele sugeriu-lhe a ideia de ela mesma se tornar missionária. Catarina consultou o seu director espiritual e logo tomou a decisão de se entregar totalmente a Deus, juntamente com a sua herança, ao serviço dos índios e dos afro-americanos.
Assim, a sua riqueza tornou-se pobreza em espírito, que caracterizou a sua vida. Fez a profissão religiosa em 12 de Fevereiro de 1891, fundando depois as Irmãs do Santíssimo Sacramento, com a finalidade de difundir a mensagem do Evangelho e a vida eucarística entre os índios e os afro-americanos. Mulher de muita oração, encontrou sempre na Eucaristia a fonte do seu amor pelos pobres. Consciente de que muitos dos que ela protegia estavam longe de serem livres, sentiu a urgência de um trabalho em seu favor.
Por isso, deixou a suas Irmãs uma herança realçada em quatro pontos: 
-amor à Eucaristia, espírito de oração e visão de todos os povos, centrada na Eucaristia;
-um indómito espírito de iniciativas corajosas para enfrentar as injustiças sociais existentes em relação às minorias étnicas cem anos antes de tais problemas se tornarem de interesse público nos Estados Unidos;
-uma convicção da importância de oferecer a todos uma instrução de qualidade e dos esforços para que isso se tornasse uma realidade;
-o dom total de si mesma, da sua herança e de todos os seus bens para um serviço abnegado a todos os que são vítimas da injustiça.
Beatificada por João Paulo II em 20 de Novembro de 1988, a Irmã Maria Drexel continua a proteger-nos no céu juntamente com todos os Santos.
Foi canonizada em Roma pelo Santo Padre João Paulo II, no dia 1º de Outubro de 2000.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

TOMÁS DE AQUINO

Dominicano, Doutor da Igreja, Santo
1225-1274

28 de Janeiro

Doutor da Igreja, professor de teologia, filosofia e outras ciências nas principais universidades do mundo em seu tempo; frei caridoso, estudioso dos livros sagrados, sucessor na importância teórica de São Paulo e Santo Agostinho. Assim era Tomás d'Aquino, que não passou de um simples sacerdote. Muito se falou, se fala e se falará deste Santo, cuja obra perdura atualíssima ao longo dos séculos. São dezenas de escritos, poesias, cânticos e hinos até hoje lidos, recitados e cantados por cristãos de todo o mundo.
Tomás nasceu em 1225, no castelo de Roccasecca, na Campânia, da família feudal italiana dos condes de Aquino. Possuía laços de sangue com as famílias reais da Itália, França, Sicília e Alemanha, esta ligada à casa de Aragão. Ingressou no mosteiro beneditino de Montecassino aos cinco anos de idade, dando início aos estudos que não pararia nunca mais. Depois, freqüentou a Universidade de Nápoles, mas, quando decidiu entrar para a Ordem de São Domingos encontrou forte resistência da família. Seus irmãos chegaram a trancá-lo num castelo por um ano, para tentar mantê-lo afastado dos conventos, mas sua mãe acabou por libertá-lo e, finalmente, Tomás pôde se entregar à religião. Tinha então dezoito anos. Não sendo por acaso a sua escolha pela Ordem de São Domingos, que trabalha para unir Ciência e Fé em favor da Humanidade. Este sempre foi seu objetivo maior.
Foi para Colônia e Paris estudar com o grande Santo e doutor da Igreja, Alberto Magno. Por sua mansidão e silêncio foi apelidado de "boi mudo", por ser também, gordo, contemplativo e muito devoto. Depois se tornou conselheiro dos papas Urbano IV, Clemente IV e Gregório X, além do rei São Luiz da França. Também, lecionou em grandes universidades de Paris, Roma, Bologna e Nápoles e jamais se afastou da humildade de frei, da disciplina que cobrava tanto de si mesmo quanto dos outros e da caridade para com os pobres e doentes.
Grande intelectual, vivia imerso nos estudos, chegando às vezes a perder a noção do tempo e do lugar onde estava. Sua norma de vida era: "oferecer aos outros os frutos da contemplação". Sábios e políticos tentaram muitas vezes homenageá-lo com títulos, honras e dignidades, mas Tomás sempre recusou. Escrevia e publicava obras importantíssimas, frutos de seus estudos solitários desfrutados na humildade de sua cela, aliás seu local preferido. Seus escritos são um dos maiores monumentos de filosofia e teologia católica.
Tomás D'Aquino morreu muito jovem, sem completar os quarenta e nove anos de idade, no mosteiro de Fossanova, a caminho do II Concílio de Lion, em 07 de março de 1274, para o qual fora convocado pelo papa Gregório X. Imediatamente colégios e universidades lhe prestaram as mais honrosas homenagens. Suas obras, a principal, mais estudada e conhecida, a "Summa Teológica", foram a causa de sua canonização, em 1323. Disse sobre ele, nessa ocasião, o papa João XXII: "Ele fez tantos milagres, quantas proposições teológicas escreveu". É padroeiro das escolas públicas, dos estudantes e professores.
No dia 28 de janeiro de 1567, o papa São Pio V lhe deu o título de "doutor da Igreja", e logo passou a ser chamado de "doutor angélico", pelos clérigos. Em toda a sua obra filosófica e teológica tem primazia à inteligência, estudo e oração; sendo ainda a base dos estudos na maioria dos Seminários. Para isso contou, mais recentemente, com o impulso dado pelo incentivo do papa Leão XIII, que fez reflorescer os estudos tomistas.
A sua festa litúrgica é celebrada no dia 28 de janeiro ou no dia 07 de março. Seus restos mortais estão em Tolouse, na França, mas a relíquia de seu braço direito, com o qual escrevia, se encontra em Roma.