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terça-feira, 19 de abril de 2011

LEÃO IX, PAPA

Papa e Santo
1002-1054

19 de Abril

Bruno nasceu no ano 1002 na nobre família dos Dagsburgo, ou Asburgo, como ficou sendo grafado depois, e veio ao mundo com algumas manchas no corpo, como que predestinado, naquele início de segundo milênio. Sua mãe, santa Heilwiges, era uma católica fervorosa, viu que a pele do menino apresentava, ao nascer, muitas manchas vermelhas, formando cruzes por todo o corpo.
Ficou na casa paterna, freqüentada pela nobreza da corte, até os cinco anos de idade, quando sua mãe o confiou ao bispo de Toul, Bertoldo, que, com o passar dos anos, o fez doutorar em direito canônico. Ordenando-se sacerdote, foi atuar junto ao seu primo Conrado, que tinha posição de destaque no Império, ali trabalhando pela religião e pela comunidade, cuidando de complicadas tarefas administrativas. Seu trabalho o fez ser eleito bispo de Trèves em 1026, quando implantou e desenvolveu uma reforma profunda nos conventos e na própria forma de evangelização na sua diocese.
Está registrado que, paralelamente ao trabalho desenvolvido em favor da Igreja nas altas rodas do governo e da sociedade, Bruno mantinha, ao mesmo tempo, uma atitude disciplinada e fervorosa quanto aos preceitos da caridade. Para dar exemplo de humildade, diariamente recebia pobres em seu palácio, alimentava-os e repetia a cerimônia do lava-pés, tendo-os como seus discípulos. Liderava também, anualmente, uma peregrinação aos túmulos de são Pedro e são Paulo, em Roma.
Nada disso passou despercebido. Quando faleceu o papa Dâmaso II, Bruno foi eleito, por unanimidade, para o trono de Pedro. Mas recusou. É que a eleição ocorreu em um Concílio convocado pelo imperador da Alemanha, Henrique III, em Worms. Compareceu enorme número de bispos, prelados, embaixadores e príncipes, referendando o nome de Bruno, mas o bispo só aceitou o cargo depois que o mesmo ocorreu em Roma, quando seu nome foi de novo consagrado por unanimidade, em 1049, na própria basílica de São Pedro.
Ele assumiu e adotou o nome de Leão IX, passando para a história por sua atuação memorável como papa. Citando alguns exemplos: reorganizou a disciplina eclesiástica, implantando nova disciplina e a volta dos preceitos originais do cristianismo nos sínodos de Latrão, Pavia, Reims e Mogúncia; acabou com os abusos da simonia, isto é, com a cobrança para as indulgências dos pecados, e o casamento dos clérigos; criou cardeais de outras nações e não só italianos, como se fazia então; selou a paz entre a Hungria e a Alemanha, evitando uma guerra iminente.
Há duas passagens mais na vida do papa Leão IX, uma dolorosa e outra heróica. A dolorosa se refere ao cisma provocado por Miguel Cerulário, patriarca de Constantinopla, que rompeu com Roma e separou a Igreja em duas, e que este papa não conseguiu evitar.
A heróica, também triunfal, foi quando os normandos buscavam dominar a Europa e invadiram a Itália. Já haviam capturado as províncias de Apúlia e Calábria, quando o papa conseguiu reforços do imperador, pegou em armas e liderou os soldados contra os invasores. Evitou a tomada de Roma, mas caiu prisioneiro dos inimigos. Embora tratado com muito respeito pelos adversários, a batalha minara sua saúde.
De volta a Roma, morreu em 19 de abril de 1054. Celebrado neste dia, daquela época até hoje, são milhares as graças e milagres ocorridos, por sua intercessão, aos pés de seu túmulo.

sábado, 2 de abril de 2011

VILMOS APOR

Bispo, Mártir, Santo
(1892-1945)

2 de Abril

Vilmos Apor nasceu a 29 de Fevereiro de 1892, em Segesvár, filho de uma nobre família húngara. O pai morreu quando ele era muito pequenino, e foi a mãe que o educou com profundo fervor religioso. Completados os estudos no Liceu dos jesuítas, decidiu entrar no Seminário e depois frequentou a Universidade Católica de Innsbruck (Áustria), onde obteve o doutoramento em Teologia.

Recebeu a Ordenação sacerdotal no dia 24 de Agosto de 1915, incardinando-se na diocese de Nagyvárad, onde iniciou o ministério como vice-pároco em Gyula; durante a guerra foi capelão militar por um breve período. Tendo retornado a essa localidade, foi nomeado pároco e realizou o seu ministério com profunda sabedoria e zelo pastoral: dedicou-se à formação dos jovens, criando para isto um colégio, e à assistência aos pobres, contando com a ajuda de várias Congregações religiosas.

Em 21 de Janeiro de 1941, Pio XII nomeou-o Bispo de Györ, tendo recebido a Ordenação episcopal a 24 de Fevereiro daquele mesmo ano. O seu zelo pastoral ampliou-se em favor de todo o rebanho: cuidou da formação e união do clero, fortaleceu a educação moral e religiosa da juventude, promoveu o apostolado dos leigos e aumentou a sua caridade para com os pobres e necessitados. Com vigor tomou posição em defesa das vítimas da injustiça, sobretudo contra as leis raciais.

Em 1945 um soldado russo atirou nele porque defendia a integridade física de um grupo de mulheres, que se tinham refugiado na residência episcopal. Atingido na cabeça, na mão e no estômago, foi logo socorrido e levado para o hospital a fim de ser submetido a uma intervenção cirúrgica, porém, não resistiu por muito tempo. Deu graças a Deus por ter aceite o seu sacrifício em favor daquelas mulheres que saíram ilesas do cerco militar, e as suas últimas palavras foram de prece pelos sacerdotes, fiéis e povo húngaro. Morreu no dia 2 de Abril de 1945, confiando a sua alma à misericórdia de Deus. Foi sepultado na cripta da igreja dos carmelitas, e o seu confessor pediu às autoridades eclesiásticas que imediatamente se abrisse o processo de beatificação, pois o Bispo era verdadeiramente um santo e mártir. Hoje, os restos mortais de D. Vilmos encontram-se na capela Hédervári da Basílica de Györ, onde é venerado por muitos fiéis. A 7 de Setembro de 1996, por ocasião da sua segunda visita pastoral na Hungria, também João Paulo II foi àquela capela para orar pelo Bispo mártir.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

MARGARIDA DA ESCÓCIA

Rainha, Santa
1045-1093

3 de Fevereiro

Nascida em 1045 na Hungria, filha do Príncipe Edward d’Outremer e de uma princesa alemã de nome Agatha foi criada na corte do Rei Stephen da Hungria (997-1038). Com a idade de 12 anos ela foi para a corte do Rei Edward (1042-1066) mas fugiu para a Escócia em 1066 em seguida a batalha de Hasting.
Na Escócia, o Rei Malcolm III (1057-1093) deu a ela um abrigo e uma família. Ela casou-se com Malcolm em 1070 no castelo de Dumfermline.
Diz a tradição que ela construiu uma espécie de casa-hospital no sopé da montanha na qual o seu castelo ficava e cuidava ela mesmo dos doentes. Diz ainda a tradição que ela curava certos doentes apenas com suas preces e sua benção. Sua família se opunha a isto, mas ela insistia que deveria seguir os ensinamentos de Cristo.
Margarete fundou Abadias e Mosteiros e usou sua  posição para trabalhar pela justiça e melhorar as condições  dos pobres.
Margarete manteve amizade com o seu confessor Prior Turgot, e ela  com as suas diretrizes, construiu uma  linda Catedral em Durham. Ele havia sido  um dos prisioneiros de Willian, o Conquistador, mas fugiu para a Noruega onde ele ensinou musica sacra na corte real. Ele escreveu a história de Santa Margarete em Latin (mais tarde traduzida  pelo jesuíta  W.Forbes- Leith, S.J.).
Margarete sempre pregava a oração e a benção à sua família e à sua nação. Ela fazia  severa autodisciplina.
Repetia o Breviário diariamente, atendia a Missa também diariamente, nos dias de festa de manhã  e a noite, e diariamente dava comida a 24 pessoas pobres, antes de tomar o seu café da manhã.
Até hoje a oração de benção após as refeições é chamada , na Escócia, de Benção de Santa Margarete!
Morreu em 16 de novembro de 1093 e foi enterrada no altar em Dunfermline, Escócia.
Suas relíquias foram mais tarde, trasladadas para um santuário lá perto, mas a maioria das suas relíquias foram destruídas durante a Reforma protestante e a Revolução francesa.
Ela foi canonizada em 1250 e declarada padroeira da Escócia em 1673.