Mostrar mensagens com a etiqueta Colónia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Colónia. Mostrar todas as mensagens

sábado, 19 de março de 2011

HERIBERTO DE COLÓNIA

Bispo, Santo
970-1021

16 de Março

Heriberto foi arcebispo de Colónia, na Alemanha, ainda muito moço, pois sua religiosidade brotara ainda na infância. Conta a história que, no dia em que nasceu, em 970, filho de descendentes dos condes de Worms, notou-se uma extraordinária luz pairando sobre a casa de seus pais. O fenómeno teria durado várias horas e marcado para sempre a vida de Heriberto, que caminhou recto para o caminho da santidade.
Como desde pequeno mostrava vocação para a religião e os estudos, seus pais o entregaram ao convento de Gorze. Ali, Heriberto descobriu para si e para o mundo que era extremamente talentoso, mas decidiu-se pela ordenação sacerdotal, que ocorreu em 995. Com o decorrer do tempo cursou diversas escolas, chegando a ser considerado o homem mais sábio de seu tempo. E foi nesta condição que o imperador Oton III o nomeou chanceler, seu assessor de maior confiança. Sua fama e popularidade cresceram, não só devido à sabedoria, mas também pela humildade e a caridade que praticava com todos. Assim, foi eleito bispo de Colónia, em 999.
Quando Oton III morreu, o imperador que o sucedeu, Henrique II, também acabou tornando-se admirador de Heriberto, apesar da oposição que lhe fez no início. Uma vez que o bispo Heriberto o consagrou rei sem nenhuma contestação. E por fim o novo rei Henrique II o chamou para ser seu conselheiro.
Então, a obra caridosa do bispo pôde então continuar. Os registros mostraram que, depois de fundar um hospital para os pobres, Heriberto visitava os doentes todos os dias, cuidando deles pessoalmente. Diz a tradição que, certa vez, houve na cidade uma grande seca, ficando sem chover por meses. O bispo comandou um jejum de três dias e, finalmente, uma procissão de penitência pedindo chuva aos céus. Como nem assim choveu, Heriberto comovido começou a chorar na frente do povo, culpando-se pela seca. Dizia que seus pecados é que impediam Deus de fazer misericórdia. Mas, um fato prodigioso aconteceu nesse momento, imediatamente o céu escureceu e uma forte chuva caiu sobre a cidade, durando alguns dias e pondo fim à estiagem.
Com fama de santidade ainda em vida, o bispo Heriberto morreu no dia 16 de Março de 1021, numa viagem de visita pastoral à cidade de Deutz, onde contraiu uma febre maligna que assolava a população. Suas relíquias estão na catedral dessa cidade, na Colónia, Alemanha. Na igreja que ele mesmo fundou junto com o mosteiro ao lado, que foi entregue aos beneditinos.
Amado pelos fiéis a peregrinação à sua sepultura difundiu seu culto que se tornou vigoroso em toda a Europa, especialmente na Itália e na Alemanha, país de sua origem. Foi canonizado em 1227, pelo Papa Gregório IX que autorizou o culto à Santo Heriberto, já tradicionalmente festejado pelos devotos no dia 16 de Março.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

EUQUÉRIO DE ORLEANS

Bispo, Santo
† 738

20 de Fevereiro

A França foi a terra deste grande Santo, que nasceu de pais virtuosíssimos, que deram ao filho uma educação esmerada, sobre a base de princípios cristãos. 
Antes de dar à luz o menino, a mãe já o dedicara a Deus. De boa inteligência, Euquério ocupou sempre um dos primeiros lugares entre os condiscípulos. Cedo se acostumou a ler um ou outro trecho da Escritura. Certa vez leu as palavras de S. Paulo (I. Cor. 7, 29, 31.) “O tempo é breve! O que resta é que, não só os que têm mulheres, sejam como se as não tivessem, mas também os que choram, como se não chorassem; e os que usam deste mundo, como se dele não usassem; porque a figura deste mundo passa”.
Impressionado e iluminado por estas palavras, conheceu a vaidade do mundo e resolveu dizer-lhe adeus, entrando numa ordem religiosa. Fez-se religioso no convento de Jumièges, na diocese de Rouen. Chegou a um grau tão alto de virtude e santidade que foi eleito sucessor do Bispo, quando este, seu tio do lado paterno, morreu. Prevendo, porém, os eleitores que recusaria aceitar esta dignidade, mandaram uma comissão a Carlos Martelo, com o pedido de aprovar e continuar a eleição. Carlos Martelo, que conhecia o alto valor de Euquério, não só deu a aprovação, mas mandou um mensageiro ao convento onde Euquério estava, com a ordem terminante de trazê-lo à força, caso isto necessário fosse. Euquério, conhecendo bem os perigos que acompanham a dignidade episcopal, pediu que desistissem da sua eleição. Quando, porém, os confrades lhe apresentaram as razões indubitáveis da vontade divina, Euquério obedeceu e aceitou a cruz episcopal.
Exemplaríssimo religioso, como Bispo havia de ser também cumpridor dos deveres. Zelava pela dignidade dos templos, aos sacerdotes dava instruções sobre a vida clerical e para os diocesanos era Apóstolo e Pai.
Com a maior pontualidade fazia as visitas pastorais, procedendo nelas com toda a prudência e energia. A maior parte dos bens distribuiu entre os pobres e necessitados. A bondade e condescendência sabia associar, quando preciso, energia e rigor, sem acepção de pessoas. Quando Carlos Martelo, para poder continuar a guerra contra os sarracenos quis lançar mão dos bens da Igreja, achou enérgica resistência da parte do Bispo. Este convencido da justiça da causa tomou a si as consequências desse proceder e pouco se incomodou com as iras do poderoso mordomo. Como este já conhecesse a inflexibilidade do antístite, em negócios de direitos da Igreja, concebeu a ideia de removê-lo ardilosamente da diocese. Passando por Orleans, convidou-o a acompanhá-lo na viagem a Paris. Chegados à Capital, fez ao Bispo a comunicação que de Orleans seria transferido para Colónia. Como em Orleans, também em Colónia era venerado e querido pelos diocesanos, o que ainda foi causa de outra remoção sua para Liège. Seis anos viveu assim no desterro, sem que os companheiros lhe tivessem ouvido uma só palavra de queixa.
Os últimos anos viveu no convento de S. Trondom e teve uma morte santa, aos 20 de fevereiro de 738. As relíquias de Santo Euquério, que repousam da Igreja do convento, foram glorificadas por inúmeros milagres.