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sábado, 19 de março de 2011

JOÃO TURCHAN

Franciscano, Mártir, Beato
1879-1942

19 de Março

João Turchan nasceu a 19 de Setembro de 1879 em Biskupice, perto de Cracóvia na parte da Polónia que pertencia ao império austro-húngaro.
Em 1899 João entrou no convento dos franciscanos reformados e pronunciou os seus votos solenes em 1903 no mosteiro de Santo André Apóstolo em Lemberg (Lvov, hoje na Ucrânia). Tomou então o nome de irmão Narciso.
Depois dos estudos de filosofia em Cracóvia e d teologia em Lvov (Lemberg), foi ordenado sacerdote em 1906 por Monsenhor Jozef Bilczewski, canonizado pelo Papa Bento XVI em 2005.
João viveu em numerosos mosteiros e nomeadamente em Rava Rousska, em Wieliczce (1908-1912), onde ele se ocupou de catecismo e da paróquia de São Clemente. Foi igualmente capelão de hospital entre 1915 e 1924; viveu em Jaroslaw, Cracóvia, etc...
Na “nova Polónia” reunificada, participou no movimento de reorganização dos conventos. Foi também Superior do convento de Rava Rousska entre 1930 e 1933.
Em 1936 foi nomeado Superior do convento de Wloclawek, na Cujavie a 140 km de Varsóvia. Esta cidade que fora um centro comercial teutónico, desde o século XVIII tinha sido então anexada pela Prússia e, depois do Congresso de Viena (1815) encontrava-se sob influência russa, acabando mesmo por ser integrada no Império russo, em 1831. Esta cidade era um importante centro industrial situada nas margens do rio Vístula, numa zona agrícola próspera.
Quando os alemães invadiram o Oeste da Polónia em Setembro de 193, ela sofreu amargamente o peso da tirania dos ocupantes que queriam fazer ali uma zona de povoamento alemão. A cidade passou a chamar-se Leslau, conforme a decisão do ocupante prussiano. A elite foi decimada, o Bispo feito prisioneiro assim como milhares de fiéis.
João foi duas vezes feito prisioneiro, mas libertado logo a seguir por falta de provas. Depois, acusado como agitador nacionalista, foi finalmente preso pela Gestapo, assim como outros franciscanos, durante o Outono de 1941. Em Outubro foi deportado para Dachau onde morreu na sequência de torturas, em 19 de Março de 1942, com quatro outros franciscanos.
Ele tinha oferecido a sua vida e rezava com seus irmãos na fé.
O Papa João Paulo II beatificou-o em 13 de Junho de 1999, ao mesmo tempo que 107 outros mártires polacos.
Afonso Rocha

segunda-feira, 7 de março de 2011

CASIMIRO DA POLÓNIA

Príncipe, Santo
1458-1484

4 de Março

Casimiro nasceu na Croácia no dia 3 de outubro de 1458 e era o décimo terceiro filho do rei da Polónia, Casimiro IV, e da rainha Elisabete d'Asburgo. Ele poderia muito bem colocar sobre a cabeça uma coroa e reinar sobre um território, como todos os seus doze irmãos o fizeram. Porém, apesar de possuir os títulos de príncipe da Polónia e grão-duque da Lituânia, não seguiu esse caminho. Desde pequeno abriu mão do luxo da corte, suas ricas festas e todas as facilidades que a nobreza proporcionava. Fez voto de castidade e vivia na simplicidade do seu quarto, que transformou numa cela como a de um eremita, dedicando-se à oração, disciplina, penitência e solidão.
Quando os húngaros se rebelaram contra o seu rei, Mateus Corvino, e ofereceram ao jovem príncipe Casimiro, então com treze anos, a coroa, ele a renunciou tão logo soube que seu pai havia se declarado contra a deposição daquele rei e a imposição pela força de outro, no caso ele. O príncipe tinha de fato apenas uma ambição, se é que assim pode ser chamada, dedicar-se ao ideal da vida monástica.
Entretanto não fugia dos deveres políticos, tendo ajudado o pai nos negócios do reino desde os dezassete anos, principalmente nos problemas referentes à Lituânia, onde era muito querido pelo povo. Com a conversão do rei da Hungria que abdicou para entrar num mosteiro, o rei Casimiro IV, seu pai, herdou esses domínios que incluíam além da Hungria a Prússia. Porém, isso também não entusiasmou o jovem príncipe a se coroar. Desde a infância levava uma vida ascética, muito humilde, jejuando continuamente e dormindo no chão, por isso sua saúde nunca foi perfeita.
Dessa forma, jovem príncipe acabou contraiu a tuberculose. Mesmo assim seu pai lhe cofiou a regência do reino, por um breve período. O rei desejando ampliar ainda mais os domínios do já imenso império, pretendia firmar um contrato de matrimónio para o filho com a bela e rica herdeira de Frederico III, cujas fronteiras passariam as ser mar Báltico e o mar Negro, realizando seu velho sonho. Por isso precisava se ausentar, pois queria tratar pessoalmente de tão delicado assunto.
Casimiro, como príncipe regente, não se furtou às obrigações junto ao seu amado povo. Cumpriu a função com inteligente política, todavia sem se deixar seduzir pelo poder. Depois, o rei teve de se conformar, porque Casimiro preferiu o celibato e o tratado do matrimónio foi desfeito. Ele preferiu ser lembrado por ficar entre os pobres de espírito, entre aqueles que receberam o reino de Deus, do que ser recordado entre os homens famosos e poderosos que governaram o mundo.
Morreu aos vinte e cinco anos de idade e foi sepultado em Vilnius, capital da Lituânia, em 4 de março de 1484. Logo passou a ser venerado por todo o povo polaco, lituano, húngaro, russo. Seu culto acabou sendo introduzido na Europa ocidental através dos peregrinos que visitavam sua sepultura. Menos de quarenta anos após sua morte já era canonizado pelo Papa Leão X. São Casimiro foi declarado padroeiro da Lituânia e da juventude lituana; também da Polónia, onde até hoje é considerado um símbolo para os cristãos, que o veneram como o protector dos pobres.