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sexta-feira, 15 de abril de 2011

CESAR DE BUS

Sacerdote, Fundador, Santo
1544-1607

15 de Abril

César de Bus, que desejava seguir a carreira militar, estava quase embarcando para atender ao chamado de seu irmão, capitão a serviço do rei Carlos IX, da França, quando foi impedido por uma enfermidade que o atingiu de maneira fulminante. Foi essa a ocasião que o aproximou do bispo de Cavaillon, cidadezinha da Provença, onde ele tinha nascido em 3 de Fevereiro 1544.

Os jesuítas de Avinhão, um humilde capelão e uma camponesa, que o assistiam durante a convalescença, com as suas palavras e os seus exemplos o reconduziram para a religião cristã, da qual ele se tinha afastado. Não perdeu tempo: tão depressa se curou, logo mudou de vida e se pôs a estudar para se tornar sacerdote. Enquanto se preparava, começou a percorrer os sítios e fazendas ensinando o catecismo. Fundou, com o auxílio de um primo, Romillon, centros de instrução religiosa nos cantos mais escondidos e esquecidos, nos quais começou a experimentar novos métodos de ensino da doutrina às crianças do meio rural.

César de Bus tornou-se sacerdote aos trinta e oito anos de idade e já reunia em torno de si muitos jovens, formando, com a ajuda dos bispos e dos sacerdotes da região, uma numerosa comunidade, que tomou o nome de Congregação dos Padres da Doutrina Cristã, ou Doutrinários, os quais, por não terem pronunciado os votos, viviam todos juntos. Foi neste ponto que surgiu a divergência entre os dois fundadores: Cesar de Bus queria que eles pronunciassem finalmente os votos e Romillon queria que se mantivessem apenas padres. Assim, esse último se transferiu para a casa de Aix-en-Provance, enquanto César permaneceu na sede de Avinhão.

Depois de um longo período de sofrimento causado por uma enfermidade, César de Bus morreu no dia 15 de Abril de 1607.

Foi beatificado, em 1975, pelo papa Paulo VI, que autorizou sua celebração litúrgica para o dia do seu trânsito.

BENEZET DE AVINHÃO

Pastor, Santo
1163-1184

14 de Abril

Benezet, nascido em 1163 na região da Savóia, na França, era um humilde, mas alegre, pastor de ovelhas de doze anos. Diz a tradição que ele ouviu, de repente, uma voz conversando com ele e dizendo ser Jesus. Como não enxergasse nada à sua volta, de imediato ficou apreensivo, mas depois permaneceu confiante. Vejamos como tudo isso aconteceu, no início do segundo milênio, cheio de superstições e perseguições aos cristãos.

Para Benezet, ou pequeno Bento, como era chamado, ter ouvido aquela voz não seria nada se não fosse a natureza da ordem que veio com ela. Deveria erguer uma ponte sobre o rio Ródano, do qual nunca tinha ouvido falar, além de ter de abandonar a profissão que tanto amava. Porém o chamado tinha sido tão real que Benezet não pensou duas vezes e se pôs a caminho. Ele também não estranhou quando, centenas de metros adiante, um jovem veio a seu encontro e simplesmente lhe comunicou que o acompanharia em sua empreitada na construção da ponte.

Ao chegar, finalmente, às margens do rio determinado, na cidade de Avinhão, Benezet assustou-se com o seu volume d'água. Orientado pelo novo amigo, que na verdade era um anjo que depois desapareceria, procurou o bispo, contando-lhe a missão que recebera. Foi ignorado. Procurou, então, o prefeito, e este, julgando tratar-se de um louco, disse que o ajudaria se removesse uma pedra que atrapalhava a cidade e a usasse como alicerce para a gigantesca obra a ser erguida.

Dizem os devotos que tudo mudou a partir desse momento. Benezet apenas fez o sinal da cruz sobre a pedra e, depois de levantá-la com facilidade, levou-a nos ombros até onde deveria ficar. Enquanto fazia isso, dezoito doentes teriam tocado a sua túnica e se curado imediatamente. Diante desse prodígio e graças, tanto o prefeito quanto o bispo assumiram a construção da obra que ajudou o desenvolvimento de toda a região. O pequeno Bento acabou falecendo antes da conclusão da ponte, que levou onze anos para terminar.

A ponte resistiu quinhentos anos antes de ruir. Foi reconstruída e trata-se do marco da cidade de Avinhão, que tem, como seu padroeiro, são Benezet, ou o pequeno Bento, como querem os devotos, que nunca mais deixaram de pedir por sua intercessão e de festejá-lo no dia 14 de abril.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

URSULINA DE PARMA

Virgem, Beata
1375-1410

7 de Abril

O nascimento de Ursulina, ocorrido no dia 14 de Maio de 1375, em Parma, fora, antecipadamente, anunciado por um anjo. Criança verdadeiramente prodigiosa, aos quatro anos pronunciou as primeiras palavras: — Meu Deus! Meu Pai! Contava a menina seis anos, quando santas personalidades a indicaram como sendo eleita de Deus para cumprir grandes mistérios. Assim, aos nove anos, deu a conhecer algumas revelações.

Deus, um ida, ordenou-lhe que fosse procurar o Papa Clemente VII, então residindo em Avinhão. Obediente ao mandamento divino, Ursulina, antes de transpor os Alpes, visitou a igreja de Santa Maria Madalena. Ali, depois de ter orado, encontrou um peregrino, que se ofereceu para guiá-la. E assim foi posta no caminho de Avinhão; quanto ao guia desapareceu, de repente: era São João.

Ursulina, uma vez na presença do Papa, conversou com ele, por mais de uma hora, sobre a mensagem de que era portadora. Falava com desembaraço, sem se engasgar, muito segura de si mesma. Ao terminar, disse, compenetradamente:

— Olha que se tardares a cumprir o que te disse da parte de Nosso Senhor, teu lugar será o inferno!

O Papa, um tanto perturbado, propôs-se recebê-la no dia seguinte. Clemente VII, sempre que Ursulina se apresentava para nova audiência, era tomado de grande medo, e contemporizava. A jovem, então, um belo dia, deixou Avinhão e se foi para os seus, preparar-se para uma viagem a Roma, onde iria encontra-se com o Papa Bento IX e transmitir-lhe a mensagem que lhe era destinada.

Ali, aconselhada pelos cardeais, tornou a Avinhão. Clemente VII estava profundamente impressionado, mas os cardeais mantinham-se impassíveis. Um deles lhe perguntou:

— Já que tu tens com Deus palestras tão íntimas e familiares, diz-nos: quais de nós seremos salvos e quais os que nos danaremos?

Ursulina respondeu:

— Quando tu vês uma árvore em flor, podes dizer quais as flores que darão fruto e quais as que não darão?

— Não, respondeu o cardeal.

— Então? Assim acontece com os eleitos e os danados. Somente Deus pode discerni-los, e os que por Ele são esclarecidos, porque lhe apraz.

Ursulina acabou por ser acusada de feiticeira e foi presa. Milagrosamente, porém, livrou-se, escapando, por várias vezes, de diversas armadilhas. Fez então uma peregrinação à Terra Santa. De volta, expulsaram-na de Parma. De Bolonha, para onde fora, retirou-se, pouco mais tarde, para Verona. Vivendo para piedosas meditações, ao pé da mãe, que a acompanhava nas vicissitudes, a 7 de Abril de 1410, faleceu suavemente. Vários milagres ilustraram-lhe a sepultura.

(Livro dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume VI, p. 173 à 175)