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quarta-feira, 9 de março de 2011

40 MÁRTIRES DE SEBASTE

Os quarenta santos mártires de Sebaste
+ 320

10 de Março

O martírio dos quarenta legionários ocorreu no ano 320, em Sebaste, na Arménia. Nessa época foi publicada na cidade uma ordem do governador Licínio, grande inimigo dos cristãos, afirmando que todos aqueles que não oferecessem sacrifícios aos deuses pagãos seriam punidos com a morte. Contudo se apresentou diante da autoridade uma legião inteira de soldados, afirmando serem cristãos e recusando-se a queimar incenso ou sacrificar animais. Para testar até onde ia a coragem dos soldados, o prefeito local mandou que fossem presos e flagelados com correntes e ferros pontudos.
De nada adiantou o castigo, pois os quarenta se mantiveram firmes em sua fé. O comandante os procurou então, dizendo que não queria perder seus mais valorosos soldados, pedindo que renegassem sua fé. Também de nada adiantou e os legionários foram condenados a uma morte lenta e extremamente dolorosa. Foram colocados, nus, num tanque de gelo, sob a guarda de uma sentinela. A região atravessava temperaturas muito baixas, de frio intenso. Ao lado havia uma sala com banhos quentes, roupas e comida para quem decidisse salvar a vida. Mas eles preferiram salvar a alma e ninguém se rendeu durante três dias e três noites.
Foi na terceira e última noite que aconteceram fatos prodigiosos e plenos de graça. No meio da gélida madrugada, o sentinela viu uma multidão de anjos descer dos céus e confortar os soldados. Isto é, confortar trinta e nove deles, pois um único legionário desistira de enfrentar o frio e se dirigira à sala de banhos. Morreu assim que tocou na água quente. Por outro lado, o sentinela que assistira à chegada dos anjos se arrependeu de estar escondendo sua condição religiosa, jogou longe as armas, ajoelhou-se, confessou ser cristão tirando as roupas e se juntou aos demais. Morreram quase todos congelados.
Apenas um deles, bastante jovem, ainda vivia quando os corpos foram recolhidos e levados para cremação. A mãe desse jovem soldado, sabendo do que sentia o filho, apanhou-o no colo e seguiu as carroças com os cadáveres. O legionário morreu em seus braços e teve o corpo cremado junto com os companheiros.
Eles escreveram na prisão uma carta colectiva, que ainda hoje se conserva nos arquivos da Igreja e que cita os nomes de todos. Eis todos os mártires: Acácio, Aécio, Alexandre, Angias, Atanásio, Caio, Cândido, Chúdio, Cláudio, Cirilo, Domiciano, Domno, Edélcion, Euvico, Eutichio, Flávio, Gorgônio, Heliano, Helias, Heráclio, Hesichio, João, Bibiano, Leôncio, Lisimacho, Militão, Nicolau, Filoctimão, Prisco, Quirião, Sacerdão, Severiano, Sisínio, Smaragdo, Teódulo, Teófilo, Valente, Valério, Vibiano e Xanteas.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

ALEXANDRE DE ALEXANDRIA

Bispo, Santo
250-328

26 de Fevereiro

Nasceu em 250. Foi indicado Bispo de Alexandria em 313 para suceder Santo Achillas.
Alexandre é famoso pela sua oposição a heresia Ariana, a qual dizia que Jesus não era Deus de verdade, mas que o Filho era apenas uma criatura e que teria havido um tempo que o Filho não teria existido.
Alexandre também é conhecido por sua doutrina apostólica e um dos seus maiores feitos foi treinar um jovem diácono de nome Athanásius que mais tarde foi celebrado e admirado por todo mundo cristão.
Alexandre foi de gentil com os arianos, mas foi determinado. Muitos o acusam, de por isto, ter compromissado a posição da Igreja, mas muitos outros já dizem que ele foi impetuoso por causa de sua posição irredutível. Não obstante ele deve ser considerado com um campeão da dos ensinamentos da Igreja Católica e creditado com zelo pastoral. Durante muito tempo ele se dirigiu a Arius, tentando convence-lo de seu erro antes de excomungá-lo, em 321 DC. A excomunhão foi confirmada no Sínodo de Alexandria. Sua Circular Episcopal sobre a Heresia Ariana sobreviveu ao tempo e é uma importante parte da literatura eclesiástica daquele período.
Como Bispo, Alexandre preferia os monges, nomeando preferencialmente aqueles que viviam como eremitas no deserto, visto que ele os considerava como modelo para suas ovelhas. Ele também insistia na caridade para com os pobres na Diocese sob o seu controle, uma coisa pela qual ele ficou famoso na Diocese de Alexandria.
Alexandre é tido como tendo escrito os primeiros Actos do Concilio de Niceia em 325, onde o Arianismo foi formalmente condenado. Ele faleceu na Alexandria em 328, dois anos depois que ele retornou do Concilio tendo nomeado Athanásio como seu sucessor.