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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

JOSÉ DE LEONISSA

Franciscano capuchinho, Santo
1556-1612

4 de Fevereiro

São José de Leonissa, nasceu a 8 de Janeiro de 1556 em Leonissa. Quando tinha 16 anos entrou em Rieti na Ordem dos Capuchinhos. Fez o noviciado no pequenino convento de Carcerelle, junto a Assis, onde se exercitou na mais dura penitência. Usando uma típica expressão franciscana, chamava ao seu corpo o "irmão burro" e tratava-o com pouco alimento e as mais diversas privações. Escolheu para si o caminho da humildade e da pobreza.
A 21 de Maio de 1581 foi ordenado sacerdote em Perugia e, em seguida, destinado ao ofício de pregador. No dia 1 de Maio de 1587, com mais dois irmãos chegava a Constantinopla para fundar ali uma Missão. Interessou-se pela libertação dos cristãos caídos na escravatura, deu-lhes alento na sua fé e reconduziu à Igreja até um Bispo que havia apostatado.
Acabou por cair prisioneiro dos Turcos, por causa do seu atrevimento em tentar ir pregar ao mesmo Sultão Murad III. Ali foi açoitado e depois suspenso de uma trave sob a qual acenderam uma fogueira que ardia lentamente. Durante três dias permaneceu suspenso por um gancho numa das mãos e outro num dos pés. E não morreu. Só Deus sabe como conseguiu sobreviver a este suplício e como se curaram as suas terríveis feridas.
Falou-se da intervenção milagrosa de um anjo que teria alentado o seu corpo e curado as suas chagas. Certamente não é fácil de explicar de outro modo aquela resistência que desafia todas as leis naturais. E foi quase um milagre que o Sultão, maravilhado pelo que sucedera, comutasse a pena de morte pelo exílio perpétuo. Em Constantinopla, de facto, São José praticou um gesto propriamente de um louco. Tentou entrar no palácio para pregar diante do Sultão, esperando vir a convertê-lo. Preso pelos guardas, foi julgado como réu de crime de lesa majestade.
Voltando para Itália, pôde prosseguir na mesma vocação missionária que o levara a pregar até diante do Sultão. Agora, porém, ele era pregador à saída das casas, nas aldeias, nas cidades da Umbria. Os resultados foram verdadeiramente consoladores: conversões e reconciliações em toda a parte. A vida penitente e os carismas sobrenaturais aumentavam a eficácia da sua palavra. Promoveu obras de assistência social como os "Monte Pios", Hospitais e outras obras de beneficência.
No Arquivo da Postulação Geral dos Capuchinhos existe um vastíssimo material de manuscritos, pregações, homilias, panegíricos e outros apontamentos de pregação.
Quando tinha 57 anos de idade acabou por ficar doente. Retirou-se para o convento de Amatrice, junto a Rieti. Ali verificaram que ele era vítima de um tumor. Tentaram operá-lo, Deus sabe de que maneira. Foi aquele o seu segundo martírio. Recusou, porém, ser amarrado como sugeriam os médicos. Não se levantou mais da cama. Como anestésico, conservava apenas por longo tempo o crucifixo apertado contra o peito. Era o dia 4 de Fevereiro de 1612 quando entregou a sua alma a Deus. Foi canonizado por Bento XIV a 29 de Junho de 1746.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

EUSTOQUIA CALAFATO

Religiosa, Fundadora, Santa
1434-1485

20 de Janeiro

Santa Eustóquia naceu em Mesina em 25 de Março de 1434. No baptismo recebeu o nome de Esmeralda. Foi educada por sua mãe na fé e no conhecimento do franciscanismo. Aos 11 anos, seu pai promete-a a um viúvo da mesma posição social e económica, todavia o casamento não se realizou por causa da morte repentina do prometido esposo, no ano 1446. As novas propostas de matrimónio apresentadas pelos familiares, foram por ela firmemente recusadas. No seu coração tinha decidido consagrar-se a Deus na vida religiosa. Seu pai opôs-se tenazmente e só depois da morte imprevista deste, em Cerdena, no ano 1448, ela pode realizar o seu desejo.
Esmeralda entrou no mosteiro das Clarissas de Santa Maria de Básico, em Messina por volta do fin do ano 1449. Quando vestiu o hábito, tomou o nome de Eustóquia. Durante o noviciado distinguiu-se pela sua piedade, oração, meditação e prática das virtudes. Desejosa de viver um modelo de perfeição mais austero, depois de obter o consentimento dos superiores eclesiásticos, Eustóquia fundou um mosteiro nos locais do velho hospital. Foi nisso seguida por sua irmã Margarida e uma sobrinha e pouco depois por um certo número de outras candidatas.
Em 1464, perante as dificuldades que surgiram, viram-se obrigadas a mudarem-se para uma casa de uma congregação franciscana, situada no lugar de Montevergine (Monte da Virgem), em Messina, casa depois transformada em mosteiro. Ali chegaram novas candidatas, entre as quais Madre Eustóquia, a qual, nesse mesmo ano, foi eleita, pela primeira vez, abadessa, alternando este cargo com Jacoba Pollicino, até à sua morte, ocorrida em 20 de Janeiro de 1485.
De São Francisco e Santa Clara adquiriu a espiritualidade cristocêntrica, que ela expressou com um amor especial à Eucaristia, à Paixão e à Santíssima Virgem.
A mensagem de Eustóquia Esmeralda Calafato continua de actualidade, não só para a sua congregação, mas para a Igreja universal e particularmente para os jovens dos nossos perturbados tempos, que tanto precisam de pontos de apoio para melhor assentarem a sua religiosidade, para melhor viverem a mensagem evangélica, seguindo pela mesma ocasião as pegadas de São Francisco, o santo homem de Assis, assim como aquelas de Santa Clara, fundadora das irmãs Clarissas.
Em 1777 o Senado de Messina homenageou Eustóquia para lhe agradecer a sua protecção tangível em favor daquela cidade.
No sábado, dia 11 de Junho de 1988, durante a sua visita pastoral a Messina, o Papa João Paulo II canonizou-a solenemente.