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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

GERTRUDE COMENSOLI

Fundou a Congregação
das Irmãs Sacramentinas, Bem-aventurada
1847-1903

18 de Fevereiro

No dia 18 de janeiro de 1847, na cidade de Bienno, ao norte da Itália nasceu Geltrude Caterina Comensoli, mas sempre foi chamada de Gertrude. Teve uma infância tranquila e modesta numa família simples e religiosa. Com sua mãe e os irmãos frequentava a missa diariamente. Já, nesta época, demonstrava uma singular e precoce sensibilidade eucarística, que lhe permitiu, aos sete anos de idade, receber a sua Primeira Comunhão.
Na adolescência, Gertrude começou a se preparar para a vida religiosa, ingressando na Companhia de Santa Ângela Merici que cuidava da instrução inicial de suas inscritas. Mas, aos vinte anos de idade teve de se mudar para outra cidade com a família, que se encontrava em dificuldades financeiras. Trabalhou como doméstica durante um ano, depois foi para a cidade de São Gervázio trabalhar como dama de companhia de uma senhora da nobreza.
Nesta época, já era uma jovem dotada de talentos naturais que se preocupava, de modo particular, com as necessidades educativas do mundo feminino. Não se sabe quando esta sua preocupação se concretizou. Na cidade de São Gervázio ela conversava muito sobre o assunto com o sacerdote da paróquia, padre Spinelli, da diocese de Bergamo.
No ano de 1879, Gertrude tem sua idéia traçada: criar uma família religiosa de irmãs voltadas para a instrução de meninas, com forte inspiração eucarística. Com a ajuda financeira do padre Spinelli fundou em 1882, a Congregação das Irmãs Sacramentinas ingressando definitivamente na vida religiosa com o nome de Irmã Gertrude. A diocese aprovou tão prontamente esta iniciativa que de logo depois da primeira casa da Congregação em Bergamo, autorizou a abertura de outras nas regiões vizinhas.
Mas, os problemas começaram com a situação económica da diocese do padre Spinelli que não deu o resultado financeiro esperado e que, uma parte, era transferido para as Casas de irmã Gertrude. Assim as irmãs ficaram na mais completa ruína. Fecharam as Casas das Sacramentinas de Bergamo e quase como exiladas, encontram refugio na diocese de Lodi, numa região italiana mais distante.
As irmãs da Congregação só não se dispersaram porque tiveram como guia Gertrude, que com sua energia transmitia total confiança na providência de Jesus Eucarístico. Tudo parecia acabado, quando chegou a notícia do reconhecimento diocesano para a Congregação das Sacramentinas de Bergamo. Irmã Gertrude e todas as religiosas Sacramentinas retornam para a primeira Casa da Congregação em Bergamo, onde foram festejadas e bem acolhidas.
No dia 18 de fevereiro de 1903, irmã Gertrude morreu e foi sepultada na Capela da Casa Mãe da Congregação em Bergamo, tendo deixado totalmente concluído o regulamento da Congregação das Irmãs Sacramentinas.
O reconhecimento oficial do Vaticano chegou em 1906. O papa João Paulo II beatificou irmã Gertrude Comensoli no ano de 1989 e escolheu o dia 18 de fevereiro para sua festa.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

ÂNGELA MERICI

Fundadora e Santa
1474-1540

27 de Janeiro

Ângela Mérici nasceu em Desenzano del Guarda, no norte da Itália, junto ao lago do mesmo nome, em 1474. Seus pais eram profundamente cristãos, e desejavam que os seus filhos encontrassem a felicidade obrando para a glória de Deus. Para realizar este ideal, eles tinham feita da casa familiar um autêntico santuário onde cada um trabalhava sob o olhar divino e recitavam as orações todos juntos. Invariavelmente o dia terminava por uma leitura espiritual ou da vida de um santo.
A estas piedosas práticas, Ângela acrescentava os rigores da penitência. Apenas com nove anos, ofereceu ao Senhor a sua virgindade e renunciou desde então a todo e qualquer ornamento pessoal.
Seu pai faleceu quando ela tinha apenas treze anos e sua me dois anos mais tarde.
Um seu tio chamado Bartolomeu recolheu-a e não só a autorizou a continuar as suas práticas religiosas mas começou também a praticá-las assiduamente. Passados seis anos, Deus chamou a si a única irmã de Ângela, deixando-a assim, quase sem ninguém, visto que seu tio Bartolomeu foi também em breve chamado à Mansão celeste.
Duplamente órfã, Ângela voltou à casa paterna, desfez-se de tudo quanto ainda possuía e começou então a viver na maior austeridade. Tinha ela então vinte e dois anos. Para melhor poder levar a cabo a vida que desejava viver — de união íntima com Deus — inscreveu-se como membro da Ordem Terceira Franciscana de S. Francisco de Assis.
Em 1506, num dia em que trabalhava nos campos, foi de repente rodeada por uma luz resplandecente. Ângela viu uma escada elevar-se do solo até ao céu et uma multidão incalculável de virgens que subiam pelos degraus da escada, amparadas por anjos. Uma das virgens voltou-se para Ângela e disse-lhe: « Ângela, Deus proporcionou-te esta visão para te revelar que antes de morreras tu fundarás uma sociedade de virgens como estas que viste, na cidade de Brescia. » E esta visão realizou-se vinte anos depois.
A fama de santidade de Ângela Mérici estendeu-se até à cidade de Brescia. Os Pantegoli, família rica e grandes benfeitores das obras pias, moravam nessa cidade. Em 1516, depois de terem perdido, um após outro, os seus dois filhos, convidaram Ângela para vir morar com eles para os consolar da pena que sentiam pela perca dos filhos. Foi desde então que Ângela se fixou naquela cidade de que lhe tinha falado a virgem da visão e aí mostrou as suas esmeradas qualidades cristãs que causavam a admiração e o apreço de todos.
Todos os dias os habitantes a viam na companhia de moças da mesma idade, juntar as meninas para lhes ensinar a doutrina cristã. Visitavam os pobres e os doentes, instruíam os adultos que em grande número as procuravam para ouvirem as suas conferências. Estas jovens faziam tudo quanto podiam para ensinar os pecadores, indo mesmo à busca deles nos lugares onde trabalhavam.
Ângela começou desde então a receber de Deus um certo número de dons que ela utilizava para o bem comum das almas que cada vez mais numerosas a buscavam. O Papa Clemente VII, posto ao corrente da santidade de Ângela, recebeu-a com grande júbilo.
A recordação daquela maravilhosa visão das virgens que subiam pela escada que levava ao céu continuava gravada no seu coração e, um dia, Ângela reuniu doze raparigas cujo desejo era aquele da perfeição e da vida em Deus. Ela propôs-lhes de levarem uma vida retirada do mundo, nas suas próprias casas e, de frequentemente se juntarem para se formarem na prática das virtudes cristãs.
Em 1533, este “noviciado” terminado, Ângela Mérici desvendou-lhes o seu plano, demonstrando-lhes que a ignorância religiosa era a causa do progresso do protestantismo e que a fundação de uma comunidade religiosa diferente, unindo vida contemplativa e instrução das crianças, constituiria um remédio eficaz para melhorar o estado deplorável em que a Igreja então sofria.
A fim de poder atingir todas as almas necessitadas, a fundadora implantou as bases da Ordem sem clausura. As irmãs visitavam as prisões e os hospitais, iam à busca dos pobres para os instruírem et partilhavam generosamente o pão com eles.
Remontando o percurso do mal até à sua fonte ou origem, Ângela pensava que não se podiam mudar os costumes sem intervir nas próprias famílias, cujo fulcro era então a mãe, sempre mais presente no lar. A santa deu-se conta que a má educação de então provinha da carência de mães profundamente cristãs. Nos desígnios de Deus, a congregação das Ursulinas deveriam brilhar no mundo mediante a educação das raparigas.
No dia 25 de novembro de 1535, em Brescia, as primeiras religiosas do novo instituto pronunciaram os três votos tradicionais de pobreza, castidade e obediência, juntando a estes três um outro: consagrarem-se exclusivamente ao ensino. Ângela confiou a congregação nascente à protecção de santa Úrsula.
Como acima foi dito, Deus concedeu-lhe diversos carismas, entre os quais aqueles da ciência infusa e da profecia. Ela falava latim sem nunca o ter estudado; explicava passagens das mais difíceis dos Livros santos e tratava de questões teológicas com uma tal firmeza e precisão, que as mais dotas personagens recorriam a ela nos casos mais complicados.
Os seus últimos anos foram marcados por frequentes êxtases.
Ângela Mérici faleceu no dia 28 de janeiro de 1540. Durante três noites, toda a cidade de Brescia observou uma luz extraordinária por cima da capela onde o corpo da Santa repousava. Este santo corpo permaneceu para sempre incorrupto.
Em 1807, o Papa Pio VII canonizou-a.