segunda-feira, 17 de outubro de 2011

PAULO DA CRUZ

Fundador da Ordem dos Passionistas, Santo – 1694-1775

O Papa Pio IX, assinalado pelo honroso epíteto "Cruz da Cruz", teve a satisfação de inscrever no catálogo dos santos Paulo da Cruz, o grande devoto à Sagrada Paixão de Jesus, o benemérito fundador dos Passionistas.

Este santo, nasceu em 1694, na Itália setentrional e recebeu no batismo o nome de Paulo Francisco. Os piedosos pais souberam dar a seu filho uma educação ótima cristã, e em suas instruções, muitas vezes relataram-lhe fatos da vida de penitência que levaram os santos eremitas. Foi neste ambiente de piedade e amor de Deus, que Paulo Francisco nasceu e cresceu. Não podia, pois, faltar, que também ele fosse do mesmo espírito e, menino ainda de poucos anos, se entregasse aos exercícios de oração e penitência também. Seu lugar predileto era a igreja, ou para acolitar o sacerdote no altar ou para visitar Nosso Senhor no SS. Sacramento. Este terno amor a Maria Santíssima, teve-o recompensado uma vez com a aparição de Nossa Senhora com o Menino Jesus, e outra vez pela salvação miraculosa de um grande perigo de morte.
Nas sextas-feiras se flagelava e seu alimento era um pedaço de pão embebido em vinagre e fel.

Fez estudos em Cremolino, localidade vizinha. Não só revelou bonitos talentos, como entre os condiscípulos se distinguiu pela pureza de costumes, que o fez ser por todos respeitado e amado. Com alguns de seus companheiros fez uma santa aliança, com o fim de se solidificarem no amor de Deus e se familiarizarem com a meditação sobre a Sagrada Paixão e Morte do Salvador. Entrou com eles na Irmandade de Santo António, sendo ele  nomeado seu chefe. Nesta qualidade, muitas vezes dirigia a palavra à numerosa assistência dos Irmãos, que muito apreciavam suas alocuções, cheias de sentimento e piedade.
Quis seu tio sacerdote que, por interesse puramente materiais, tomasse estado, a que o sobrinho teve esta bela resposta: "Meu Salvador crucificado, eu vos asseguro, em que vós vejo o meu sumo Bem  e que, possuindo-vos a vós, me basta". Esta vitória sobre sua própria natureza Deus lhe recompensou com um forte desejo, que lhe deu ao martírio.
Quis se alistar entre os soldados de Veneza, para com eles ir combater com os turcos, mas Deus lhe revelou, ser a sua vontade que fundasse uma Congregação de homens que, como missionários, trabalhassem para a salvação das almas. Paulo confiou este segredo ao bispo de Alexandria, o qual, após madura reflexão, aprovou o plano, e em 22 de novembro de 1720, lhe deu o hábito preto com uma cruz branca sobre o peito, encimada esta do Santo Nome de Jesus, e impôs-lhe o nome de Paulo da Cruz. Na mesma ocasião, autorizou-o a ensinar a doutrina cristã ao povo de Castelazzo.
Paulo obedeceu; com o crucifixo na mão, andou pelas ruas da cidade, chamando o povo para dar atenção às verdades divinas. Suas prédicas sobre a Sagrada Paixão, causaram profunda impressão. Os ouvintes choravam, velhas inimizades acabaram de vez; não mais se ouvia falar de orgias no Carnaval e por toda a parte apareceram dignos frutos de penitência. Ali mesmos, restringindo a sua alimentação a pão e água, escreveu a Regra da sua futura Ordem, fez uma romaria a Roma, e com seu irmão João, se retirou para o monte Argentano, perto de Orbitello. A fama do seu zelo apostólico, de sua vida mortificada e santa, fizeram com que o bispo de Toja os chamasse para sua diocese, lhes conferisse as ordens sacerdotais e do Papa Benedito XIII alcançasse a licença para aceitar candidatos em seu noviciado.
Depois de alguns anos de abençoada atividade, os Irmãos voltaram para o monte Argentano, para proceder à fundação da Ordem. Em breve, aliaram-se-lhes discípulos. A cidade de Orbitello se encarregou de os dotar de grande convento, de que tomara posse em 1737.
A finalidade da Ordem, fundada por São Paulo da Cruz é pela pregação de missões implantar e firmar, nos corações, o amor de Deus por meio de meditação da Sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo. Todos os seus religiosos, aos três votos comuns, acrescentam o quarto, pelo qual se obrigam a trabalhar pela propagação entre os fiéis da  devoção à Sagrada Paixão.
A Ordem foi aprovada pelo Papa Bento XIV, em 1741. Deste mesmo Papa é o conceito: "Esta Ordem, que ao nosso ver, devia antes de todas ser a primeira, acaba de ser aprovada por último". Paulo foi nomeado seu primeiro superior geral.
Com o estabelecimento oficial da Ordem, as suas obrigações começaram a vigorar. Não é possível enumerar as Missões que foram pregadas nas cidades e nas aldeias; e muito menos haverá quem possa contar as conversões nelas efetuadas. As prédicas de São Paulo da Cruz sobre a Paixão de Cristo operaram milagres nas almas dos mais empedernidos pecadores. "Padre, disse-lhe certa vez um oficial militar, eu estive no tumulto da batalha; presenciei terrível canhoneio sem estremecer; mas as suas práticas fazem-me tremer da cabeça aos pés". Paulo, pregando, parecia ser tomado todo do amor divino; falando do amor de Jesus na Eucaristia, dos tesouros insondáveis do sacrifício da Missa, ou tratando da devoção da Mãe de Deus dolorosa, seu rosto se transfigurava, e o ardor com que falava, se comunicava aos ouvintes.
A santa Missa celebrada por ele, era um espetáculo de piedade e de concentração para todos, a quem era dado lhe assistir.
Os seis Papas, em cujo governo Paulo da Cruz viveu, tinham-no em alta consideração.  Clemente XIV deu à sua Ordem o Convento de São João e Paulo no monte Céio, onde tinham pregado as últimas Missões.
Quando, muito doente, desenganado pelos médicos, mandou ao Santo Padre pedir a bênção para a hora da morte, Pio VI deu ao mensageiro esta resposta: "Não queremos que o vosso Superior morra agora; dizei-lhe que esperamos a sua visita aqui, depois de três dias". Paulo, ao receber esta ordem, apertou o crucifixo ao coração e disse, em abafado gemido: "Oh, meu Senhor crucificado, quero obedecer ao vosso representante". O perigo da morte desapareceu imediatamente e três dias depois esteve no Vaticano, cordialmente recebido pelo Papa.
Viveu mais três anos, cheios de  sofrimentos, mas sempre unido a Jesus na Sagrada Paixão e a Maria a Mãe dolorosa, de quem favores especiais recebeu na hora da morte, em 18 de outubro de 1775. Paulo da Cruz despediu-se do mundo na idade de 81 anos. Sua Ordem chamada a dos "Passionistas", continua florescente, no vigor e no espírito do seu fundador, espalhada em diversos lugares do mundo.

PEDRO DE ALCANTARA

Religioso, Santo – 1499-1562


Chamava-se Juan de Sanabria e nasceu em Alcántara (Espanha) em 1499.
Juan estudou gramática na sua cidade natal. Depois, de 1511 a 1515, estudou artes liberais, filosofia e direito canónico em Salamanca.
Em 1515 ingressou nos franciscanos e fez o noviciado no convento de S. Francisco de los Majarretes (Cáceres). Quando professou, mudou o nome de Juan para Pedro. Recibeu o subdiaconado ee 1522, o diaconado em 1523 e o sacerdócio em 1524.
Não é fácil seguir as suas deslocações pelos conventos dos franciscanos descalços. Embora de alma contemplativa, viajou tanto como Santa Teresa de Ávila. Ocupou cargos importantes na sua província e é considerado o fundador de três conventos: Villanueva del Fresno em 1538, Tabladilla e Valverde de Leganés em 1540.
Esteve várias vezes em Portugal: em 1539 encontrava-se na serra da Arrábida para ajudar o seu parente Martín de Santa Maria Benavides († 1546) na fundação do convento; de 1542 a 1544 foi guardião e mestre de noviços em Palhais; por diversas ocasiões (1548, 1550, 1553 e 1557) voltou depois a Portugal que tanto amava.
Entre 1557 e 1561, dedicou-se à fundação de conventos: em 1557 o célebre convento de Pedroso de Acim (Concepción del Palancar); em 1558, em Jerez de los Caballeros (Badajoz), o «beatario» dos Terceiros regulares; em 1561 começavam as fundações de Aldea de Paloey de Arenas.
Morreu no dia 18 de Outubro de 1562, depois de 47 anos de vida religiosa.
Considera-se Pedro de Alcântara como o renovador do franciscanismo e um dos principais oradores do Século de Ouro em Espanha. Foi um homem cheio de zelo apostólico, tranquilo e prudente, pobre e generoso, disponível e obediente, humilde e magnânimo, penitente e acolhedor.
Foi beatificado a 5 de Março de 1622 e canonizado por Clemente X a 11 de Maio de 1670. Gregório XV chamou-lhe doutor e mestre iluminado em teologia mística.

LUCAS, EVANGELISTA

Médico, Santo Século I


São Lucas nasceu, provavelmente, em Antioquia da Síria. Foi amigo e companheiro de São Paulo, apóstolo, na tarefa da propagação do Evangelho de Jesus Cristo. Toda a sua ciência médica e literária colocou à disposição do grande apóstolo. Entregou-lhe a sua pessoa e seguiu-o por toda a parte.
Pertencente a uma família pagã, Lucas converteu-se ao cristianismo. Segundo São Paulo, era médico: “Saúdam-vos, Lucas, o médico amado e Demas" (Colossenses 4,14). Lucas, entretanto, é mais conhecido como aquele que escreveu o terceiro Evangelho.
Segundo a tradição, escreveu o seu Evangelho por volta do ano 70. É o mais teólogo dos evangelistas sinóticos (Mateus, Marcos). Ele apresenta-nos uma visão completa do mistério da vida, da morte e da ressurreição de Cristo. Embora escrevesse mais para os gregos do que para os judeus, o seu Evangelho dirige-se a todos os homens. Mostra, com isto, que a salvação que Jesus de Nazaré veio trazer dirige-se a todos os homens.
É uma mensagem universal: o Filho do homem veio para procurar e salvar o que estava perdido (Lucas 19,10). De acordo com ele, Jesus é o amigo dos pecadores; é o consolador dos que sofrem. A vinda de Jesus é causa de grande alegria.
O Evangelho de Lucas propõe-se como regra de vida não somente para a pessoa em si, mas para toda a comunidade. Daí o seu cunho social. Nele se cumpriu a máxima de Jesus: “bem-aventurados os puros de coração porque verão a Deus”. 

CLÁUDIO DE TROYES

Leigo, Mártir, Santo
século III

Cláudio era um soldado romano do exército de Aureliano (270-275). Pelejou na Gália e, recebeu Júlia de Troyes como escrava e espólio de guerra (muito comum naquela época). Ela, que era cristã e acabou por convertê-lo ao cristianismo que nesse tempo longínquo ainda estava nos seus primeiros balbucios naquela região da velha Europa. Mais tarde, esta situação veio ao conhecimento do feroz imperador que, sem hesitar o mandou prender, assim como outros cristãos, habitantes da mesma cidade. Faziam parte deste grupo, entre outros, São Justo, São Jucundo e Santa Júlia: todos foram torturados por não quererem renegar a fé em Jesus Cristo e sacrificar aos deuses romanos. Esta recusa enfureceu o imperador, que ordenou fossem duramente martirizados publicamente, como exemplo. Uma vez mais se iria confirmar que “o sangue dos mártires é semente de cristãos”, porque depois destes outros mais, na mesma região derramaram o seu sangue pela fé em Cristo Jesus.
Como, milagrosamente, não parecia sofrer durante o martírio e continuava a cantar hinos de louvor a Jesus o procônsul encarregado do martírio, furioso mandou que fosse decapitado em Troyes, na Gaula (hoje França). As suas relíquias estavam guardadas – até ao momento da revolução francesa – num Convento de Jouarre, não longe da cidade de Troyes.

ISAC JOGUES

Missionário jesuíta, Mártir, Santo – 1607-1646


Isac Jogues, nascido a 10 de Janeiro de 1607, martirizado a 18 de Outubro de 1646, filho de Lourenço Jogues e de Francisca de Saint-Mesmin, era um missionário jesuíta que viajou e trabalhou com os amerindianos de América do Norte. Ele deu ao lago George o seu primeiro nome europeu, chamando-o “Lago do Santíssimo Sacramento”. Il faz parte dos mártires canadianos, que são festejados a 19 de Outubro.
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Nasceu em Orléans (França) no seio de uma grande família de negociantes desta cidade. Isac entrou para a Companhia de Jesus em 1624. Em 1635, depois de ter sido ordenado sacerdote, foi enviado para a Nova França para evangelizar as primeiras nações. Ele chegou ali ao mesmo tempo que o governador Montmagny. Com o Padre Brébeuf, foi até aos grandes lagos, onde passou a viver continuamente em perigo e isto durante seis anos. Com o Padre Garnier, Petuns e Raymbault, explorou aquela região até Sault Sainte-Marie.
Foi capturado pelos Iroquois en 1642, os quais se encontravam então em guerra com a França. Depois de ter sido torturado e reduzido à escravidão, foi levado para uma aldeia perto de Albany. Mercadores calvinistas holandeses ajudam-no a fugir. Depois do seu retorno ao país natal, onde foi acolhido pela mãe de Luís XIV, o Papa Urbano VIII autorizou-o a celebrar a Missa, mesmo se as suas mãos estavam completamente mutiladas. Depois pediu para voltar para o Canada, para o que foi autorizado, vindo a embarcar em 1644.
Em 1646, vivendo no meio dos Iraquis em Ossernenon, no Estado de Nova Iorque, onde devia negociar a paz, tanto ele como os seus companheiras receberam uma veemente repreensão porque a colheita tinha sido deficitária. Por isso foi condenado à morte, porque os Iroquois sempre o tinham considerado como um feiticeiro. Ao entrar numa cabana, recebeu um golpe de tomahawk e foi depois decapitado: a sua cabeça foi escalpada e dependurada depois numa paliçada e o seu corpo deitado ao rio Mohawk.
Isac (Isaac em francês) foi canonizado em 29 de Junho de 1930 pelo Papa Pio XI assim como os seus sete companheiros mártires canadianos. Numerosas paróquias nos Estados Unidos e no Canada tem-no como padroeiro e outras, como Asbestos e Saint-Hubert no Quebeque, honram-no festivamente todos os anos.

SANTOS DO MÊS DE OUTUBRO


São Bavão. Depois de ter vivido de maneira dissoluta, converteu-se e levou desde então uma vida santa, num mosteiro de Ganda, que mais tarde veio a ser a cidade belga de Gand.
Santa Teresa do Menino Jesus, carmelita, virgem, doutora da Igreja.

Santos Anjos da Guarda, memória.
São Tomás de Ereford, Arcebispo desta cidade, por decisão do Papa Gregório X.
Beato António Chevrier, Sacerdote nativo de Lyon, em França; amigo e discípulo do Santo Cura de Ars. Fundou a Comunidade das Irmães do Prado.

Santos Veríssimo, Máxima e Júlia, mártires em Lisboa.
Santos Irmãos Evaldo, mártires em 695.
Beato Columba Marmion, sacerdote beneditino. Reformador desta Ordem. Era irlandês de pai e francês de mãe.

Santa Calistena e Santo Adaucto.
São Francisco de Assis, fundador da Ordem franciscana.

São Plácido, religioso beneditiono, discípulo de S. Bento.
Santa Flora (ou Flor), religiosa nativa de Ars, em França.
Beato Raimundo de Cápua, religioso dominicano; biógrafo de Santa Catarina de Sena.
São Benedito, o negro, religioso franciscano.
Beato Francisco Xavier Seelos, redentorista bávaro, o mais velho de doze irmãos, exerceu o seu ministério em Nova York, confessor de grande reputação. Foi beatificado pelo Papa João Paulo II em 2000.
Beato Bartolo Longo, leigo italiano, médico. Fundou o célebre Santuário de Pompeios. Foi também um apóstolo do Santo Rosário.
Santa Maria Faustina Kowalska, virgem polaca.

Santa , mártir do século III. Sofreu o martírio em Agen, França. Uma cidade francesa deve-lhe o nome: Sainte Foy.
São Bruno de Colónia (1032-1101), presbítero, fundador da Ordem dos Cartuxos.
Beato Diogo de San Vítores (1627-ca. 1668), Jésuita espanhol, martirizado nas ilhas Marianas.
Santa Maria Francisca das Cinco Chagas (1715-1791), religiosa napolitana, mística.
Beata Maria Rosa Durocher (1811-1849), religiosa e fundadora da Congregação das Irmãs dos Santos Nomes de Jesus e Maria.
Beata Maria Ana Mógas Fontcuberta (1827-1886), religiosa espanhola, fundadora do Instituto das Franciscanas Capuchinhas da Divina Pastora.
Beato Francisco Gárate (1857-1929), religioso Jesuíta espanhol.
Beato Isidro de S. José, (1881-1916) — também conhecido sob o nome de Isidro de Loor —, religioso belga.

São Marcos, Papa († 336), romano, "dotado de grandes virtudes". Assumiu o pontificado em 18 de Janeiro, o qual durou somente até ao 7 de Outubro do mesmo ano.

Santa Pelágia, virgem e mártir. Preferiu suicidar-se do que aceder aos intentos dum juiz que a queria violar.
Santa Brígida da Suécia, religiosa e mística.
São João de Calábria (1873-1954). Sacerdote italiano, fundou as Ordens dos Pobres Servos e das Pobres Servas da Divina Providência. Canonizado por João Paulo II em 1999.

São Dinis ou Dionísio de Paris (século I), bispo e companheiros, mártires.
São Luís Beltrão (1526-1581), Sacerdote, missionário. Foi canonizado pelo Papa Clemente X, 90 anos após a morte.
São João Leonardo (1541-1609), presbítero e fundador dos "Padres Regulares da Mãe de Deus".
Beato John Henry Newman (1801-1890), Cardeal Diácono de São George em Velabro, autor sagrado, filósofo, homem de letras e o mais ilustre convertido inglês à Igreja.

Santos Mártires de Ceuta († 1227). Sete franciscanos (Seis sacerdotes e um leigo): Daniel, Ângelo, Samuel, Dónulo, Leão, Hugolino, e Nicolau.
São Francisco de Borja, Sacerdote e um dos fundadores da Companhia de Jésus.
São Daniele Comboni (1831-1881), missionário, bispo e fundador do “Instituto para as Missões em África”.

Santo Alexandre Sauli (ca. 1530-1592), barnabita milanês, bispo na Córsega.
Santa Soledade Torres (1826-1887), religiosa e fundadora da Congregação das Servas de Maria.
Beato João XXIII (1881-1963), Cardeal e Papa. Eleito a 28 de Outubro de 1958, faleceu, depois de ter convocado o Concílio do Vaticano II, ano dia 3 de Junho de 1963.

Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Padroeira principal do Brasil, solenidade.
São Vilfrido (634-709), Bispo de Iorque, foi o obreiro incansável da união das igrejas na Inglaterra do seu tempo.
São Serafim de Montegranaro (1540-1604), religioso capuchinho italiano, canonizado pelo Papa Clemente XIII, em 1767.

São Fausto e Companheiros mártires († 307).
Santo Eduardo III (ca. 1000-1066), Rei dos Anglo-Saxões, chamado o Piedoso. 36 anos depois da sua morte, o seu corpo foi encontrado intacto.
Fátima 1917 : Ultima aparição da Virgem Maria aos três pastorinhos e milagre do sol.
Beata Alexandrina Maria da Costa, virgem leiga. Beatificada pelo Papa João Paulo II no dia 25 de Abril de 2004.

Santo Evaristo de Roma (Papa de 101 a 107), judeo-grego, martirizado no tempo de Trajano.
São Calisto I († 222), papa e mártir. Secretário do Papa S. Zeferino, sucedeu a este, provavelmente em 218 ou 219.
Beata Madalena Panattieri (1443-1503), religiosa dominicana. O seu culto foi confirmado pelo Papa Leão XII.
São João Ogilvie (1579-1615), Sacerdote escocês, martirizado em Glásgua em Março de 1615; durante as perseguições religiosas que assolaram a Inglaterra durante os séculos XVI e XVII.

Santo Eutímio, o Jovem (ca. 823-898), eremita grego, também conhecido sob o nome de Nicetas de Tessalónica.
Santa Teresa de Ávila (1515-1582), carmelita reformadora e doutora da Igreja. Os seus escritos são obras-primas da literatura mística.
Santa Madalena de Nagasaki, (1610-1634), virgem e mártir.

São Guilherme de Malavalle († 1157) e o Beato João Bom († 1249), eremitas.
Santa Hedvige (†1243), viúva, princesa polaca e religiosa.
Santa Margarida Maria Alacoque (1647-1690), religiosa visitandina, virgem. Mensageira do Sagrado Coração de Jesus.
São Gerardo Majela (1726-1755), religioso Redentorista italiano, grande devoto da Virgem Maria e de São Miguel Arcanjo.
Beata Josefina Vannini (1859-1911), religiosa Camiliana, fundadora da Congregação das Filas de São Camilo. Beatificada em 1994.
São Leopoldo Mandic ou Leopoldo de Castelnovo (1866-1942) Sacerdote, religioso capuchinho.

Santo Inácio de Antioquia († 107), bispo e mártir. Um dos mais célebres mártires dos princípios do catolicismo.
São Rodolfo de Gubbio (1034-1064), presbítero religioso e depois Bispo de Gubbio (Itália).
Beato Gilberto († 1168), monge de origem inglesa, abade em Ourscamp, em França.

São Lucas, médico, evangelista.
São Cláudio de Troyes, soldado romano do exército de Aureliano. Martirizado nesta cidade com outros cristãos.
Santo Isac Jogues (1607-1646), missionário jesuíta francês, evangelizador do Canada. Martirizado pelos Iroquois.

São Pedro de Alcântara, religioso. + 1562.
Santos João de Brébeuf, e Companheiros († século XVII), jesuítas martirizados no Canadá pelos Horões.
Beata Inês Galand de Jesus, dominicana de Langeac (França) e mística. Foi a orientadora do Padre Olier, quando da formação dos Padres de São Sulpício, em Paris.
São Paulo da Cruz († 1775), presbítero e penitente.  Fundador da Congregação dos Passionistas.

Santa Iria de Tomar († 653), religiosa, virgem e mártir.
Beato Francisco Alexandre (Jacob) Kern.
Beato Contardo Ferrini, confessor.
Santa Ana Francisca Boscardin (Maria Bertilha, 1888-1922), religiosa italiana da Congregação de Santa Dorotea, muito activa durante a primeira guerre mundial.

Santa Úrsula, mártir
Beato Carlos da Áustria (1887-1922), imperador, morreu na Madeira, onde vivia o seu desterro.
São Donato da Irlanda, bispo de Fiesola.
Beata Josefina Leroux (1747-1794), religiosa ursulina francesa, vítima da revolução francesa. Morreu guilhotinada.

São João de Capistrano, presbítero
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Santo António Maria Claret, bispo. Pregador popular, fundou a Congregação Missionária dos Filhos do Coração Imaculado de Maria. Foi Arcebispo de Santiago de Cuba, confessor e conselheiro da rainha Isabel II, da Espanha.
Beato Luís Guanella, sacerdote, discípulo de S. João Bosco. Fundador da Congregação dos Servos da Caridade.

São João Stone, sacedote Agostiniano, mártir.
Beata Maria Jesus Massiá Ferragut e Companhieras capuchinhas de Valência, mártires durante a guerra civil espanhola.

Santo Evaristo, Papa, sucessor de São Clemente. Santo Evaristo era de origem grega.
Beato Boaventura de Potenza, frade menor italiano. Sacerdote.

São Vicente, Santa Sabina e Santa Cristeta (+ 303), da arquidiocese de Évora.
São Gonçalo de Lagos, presbítero

São Simão e São Judas Tadeu, Apóstolos e mártires.
São Malchion (+ 270), presbítero em Antioquia.

São Narciso (+ 212), Bispo de Jerusalem.
São Petrónio, religioso.
Santa Ermelinda (séc. VI), da família dos Pepinos (o Velho e o Breve) e viveu na Gália belga, perto de Malinas.
Beato Miguel Rua (1837-1910), Presbítero religioso salesiano, sucessor de Sãp João Bosco, no governo da Congregação salesiana.

São Marcelo (+ 298), centurião romano em Tânger. Mártir.
São Geraldo, bispo
São Cláudio e Companheiros (+ 303), mártires em Espanha.
Santa Doroteia Swart (1347-1394), viúva e depois reclusa, contemporânea de Santa Brígida da Suécia.

Santa Lucila, virgem.
São Quentino (+ entre 282 e 287), romano, evangelizador das regiões de Beauvais, na Gália (França)
São Wolfgang (927-994), bispo de Ratisbona (Alemanha).
Santo Afonso Rodrigues (1533-1617), religioso jesuíta. Conselheiro de Santos.
Santa Joana Delanoue (1668-1736) religiosa e fundadora francesa, chamada a “mãe dos pobres”.

sábado, 10 de setembro de 2011

JOÃO GABRIEL PERBOYRE

Presbítero, Mártir, Santo
 +1840
João Gabriel Perboyre nasceu em 5 de janeiro de 1802, em Mongesty (França), numa família de agricultores, numerosa e profundamente cristã. Era o primeiro dos oito filhos do casal, sendo educado para seguir a profissão do pai.
Mas o menino era muito piedoso, demonstrando desde a infância sua vocação religiosa. Assim, aos quatorze anos, junto com dois de seus irmãos, Luís e Tiago, decidiu seguir o exemplo do seu tio Jacques Perboyre, que era sacerdote. Ingressou na Congregação da missão fundada por São Vicente de Paulo para tornar-se um padre vicentino ou lazarista, como também são chamados os sacerdotes desta Ordem.
João Gabriel recebeu a ordenação sacerdotal em 1826. Ficou alguns anos em Paris, como professor e diretor nos seminários vicentinos. Porém seu desejo era ser um missionário na China, onde os vicentinos atuavam e onde, recentemente, Padre Clet fora martirizado.
Em 1832, seu irmão, Padre Luís foi designado para lá. Mas ele morreu em pleno mar, antes de chegar nas Missões na China. Foi assim que João Gabriel pediu para substituí-lo. Foi atendido e, três anos depois, em 1835, chegou em Macau, deixando assim registrado: "Eis-me aqui. Bendito o Senhor que me guiou e trouxe". Na Missão, aprendeu a disfarçar-se de chinês, porque a presença de estrangeiros era proibida por lei. Estudou o idioma e os costumes e seguiu para ser missionário nas dioceses Ho-Nan e Hou-Pé.
Entretanto foi denunciado e preso na perseguição de 1839. Permaneceu um ano no cativeiro, sofrendo torturas cruéis, até ser amarrado a uma cruz e estrangulado, no dia 11 de setembro de 1840.
Beatificado em 1889, João Gabriel Perboyre foi proclamado santo pelo Papa João Paulo II em 1996. Festejado no dia de sua morte, tornou-se o primeiro missionário da China a ser declarado santo pela Igreja.
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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

NICOLAU DE TOLENTINO

Sacerdote agostiniano, Santo
1245-1305

Seus pais depois de muitos anos de matrimônio não tinham filhos, e para conseguir do céu a graça de que lhes chegasse algum herdeiro, fizeram uma peregrinação ao santuário de São Nicolau do Bari. No ano seguinte nasceu este menino e em agradecimento ao santo que lhes tinha conseguido o presente do céu, puseram-lhe por nome Nicolau.
Já desde muito pequeno gostava de se afastar do povo e ir-se a uma caverma orar. Quando já era jovem, um dia entrou em um templo e ali estava pregando um famoso frade agostiniano, o Padre Reginaldo, que repetia aquelas palavras de São João: "Não amem muito o mundo nem as coisas do mundo. Tudo o que é do mundo passará". Estas palavras o comoveram e se propôs a tornar-se religioso. Pediu ser admitido como agostiniano, e sob a direção do Padre Reginaldo fez seu noviciado nessa comunidade.
Já religioso o enviaram a fazer seus estudos de teologia e no seminário o encarregaram de distribuir esmola aos pobres na porta do convento. E era tão exagerado em repartir que foi acusado perante seus superiores. Mas antes de que lhe chegasse a ordem de destituição desse ofício, aconteceu que impôs suas mãos sobre a cabeça de um menino que estava gravemente doente dizendo: "Deus te curará", e o menino ficou instantaneamente curado. Desde então os superiores começaram a pesar que seria deste jovem religioso no futuro.
Ordenado de sacerdote no ano de 1270, fez-se famoso porque colocou suas mãos sobre a cabeça de uma mulher cega e lhe disse as mesmas palavras que havia dito ao menino, e a mulher recuperou a vista imediatamente.
Foi visitar um convento de sua comunidade e lhe pareceu muito formoso e muito confortável e dispôs pedir que o deixassem ali, mas ao chegar à capela ouviu uma voz que lhe dizia: "A Tolentino, a Tolentino, ali perseverará". Comunicou esta notícia a seus superiores, e a essa cidade o mandaram.
Ao chegar a Tolentino se deu conta de que a cidade estava arruinada moralmente por uma espécie de guerra civil entre dois partidos políticos, o güelfos e os gibelinos, que se odiavam até a morte. E se propôs dedicar-se a pregar como recomenda São Paulo. Oportuna e inoportunamente". E aos que não iam ao templo, pregava-lhes nas ruas.
A Nicolau não interessava nada aparecer como sábio nem como grande orador, nem atrair os aplausos dos ouvintes. O que lhe interessava era entusiasmá-los Por Deus e obter que cessasse as rivalidades e que reinasse a paz. O Arcebispo Santo Antonino, para ouvi-lo exclamou: "Este sacerdote fala como quem traz mensagens do céu. Prega com doçura e amabilidade, mas os ouvintes estalam em lágrimas para lhe ouvir. Suas palavras penetram no coração e parecem ficar escritas no cérebro do que escuta. Seus ouvintes suspiram emocionados e se arrependem de sua má vida passada".
Os que não desejavam deixar sua antiga vida de pecado faziam o possível para não escutar a este pregador que lhes trazia remorsos de consciência.
Um desses senhores se propôs ir à porta do templo com um grupo de amigos a boicotar um sermão do Padre Nicolau com seus gritos e desordens. Este seguiu pregando como se nada especial estivesse sucedendo. E de um momento para outro o chefe da desordem fez um sinal a seus seguidores e entrou com eles ao templo e começou a rezar chorando, de joelhos, muito arrependido. Deus lhe tinha tocado o coração. A conversão deste antigo escandaloso produziu uma grande impressão na cidade, e logo já São Nicolau começou a ter que passar horas e horas no confessionário, absolvendo aos que se arrependiam ao escutar seus sermões.
Nosso santo percorria os bairros mais pobres da cidade consolando aos aflitos, levando os sacramentos aos moribundos, tratando de converter os pecadores, e levando a paz aos lares desunidos.
Nas indagações para sua beatificação, uma mulher declarou sob juramento que seu marido lhe batia brutalmente, mas que desde que começou a ouvir o Padre Nicolau, mudou totalmente e nunca mais voltou a maltratá-la. E outras testemunhas confirmaram três milagres obrados pelo santo, o qual quando conseguia uma cura maravilhosa lhes dizia: "Não digam nada a ninguém". "Dêem graças a Deus, e não a mim. Eu não sou mais que um pouco de terra. Um pobre pecador".
Morreu em 10 de setembro de 1305, e quarenta anos depois de sua morte foi encontrado seu corpo incorrupto. Nessa ocasião lhe tiraram os braços e da ferida saiu bastante sangue. Desses braços, conservados em relicários, saiu periodicamente muito sangue. Isto tem tornado nosso santo ainda mais popular.
São Nicolau de Tolentino viu em um sonho que um grande número de almas do purgatório lhe suplicavam que oferecesse orações e missas por elas. Desde então dedicou-se a oferecer muitas santas missas pelo descanso das benditas almas. Possivelmente nos queiram pedir também esse mesmo favor as almas dos defuntos.
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MARIA EUTÍMIA ÜFFING

Religiosa, Beata
1914-1955

Nasceu a 8 de Abril de 1914 em Halverde, Steinfurt (Alemanha) e foi baptizada nesse mesmo dia com o nome de Ema.
Cresceu no ambiente tranquilo de um pequeno povoado e a sua numerosa família era profundamente religiosa, mas uma forma de raquitismo limitou o seu desenvolvimento físico, deixando-lhe uma saúde frágil para o resto da sua vida. Quando tinha 14 anos, sentiu o forte desejo de se consagrar a Deus como religiosa.
Estudava economia doméstica num hospital perto da sua casa e ali conheceu as Religiosas da Misericórdia de Monastério. Depois de ter obtido a autotização da sua mãe, foi admitida nesse instituto em 1934, onde recebeu o nome de Maria Eutímia e, a 15 de Setembro de 1940, emitiu os votos religiosos perpétuos.
Destinada para trabalhar como enfermeira no hospital de São Vicente em Dinslaken, cuidava dos doentes com grande amor, especialmente durante o duro período da segunda guerra mundial, cujos prisioneiros eram por ela curados. Todos ficavam admirados pela caridade e a amabilidade com que tratava cada um dos enfermos. Ela sabia que os prisioneiros de guerra deviam suportar grandes sofrimentos físicos e morais, e por isso demonstrava-lhes simpatia e carinho, preocupando-se que recebessem os sacramentos.
Depois da guerra, foi-lhe confiada a lavandaria do hospital e, três anos mais tarde, da casa-mãe e da clínica de São Rafael em Monastério, cargo este que aceitou com humildade, embora preferisse continuar a desempenhar a sua actividade apostólica nos hospitais. O seu trabalho era intenso e muito duro, mas ela encontrava sempre tempo para passar diante do Tabernáculo, intercendo junto de Deus com as suas orações por todos os que lho pediam.
Uma grave forma de cancro causou-lhe rapidamente a morte, depois de várias semanas de sofrimentos atrozes. Maria Eutímia faleceu no dia 9 de Setembro de 1955 e depressa começou a ser venerada por muitas pessoas, e não só na Alemanha.
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PEDRO BONHOMME

Sacerdote, Fundador, Beato
(1803-1861)

Em 1803, quando Pedro Bonhomme nasceu em Gramat, na familia de um ferreiro, a região do Quercy estava ainda marcada pelo transtorno do período revolucionário: o clero que restava, estava envelhecido. O Seminário Maior estava ainda fechado, e as necessidades apostólicas eram imensas nesta Região que contava com mais de 250.000 habitantes.
Bem cedo o jovem Pierre Bonhomme apaixonado por Jesus Cristo e motivado pela amplitude da missão de «salvar almas», decide tornar-se padre...
Tendo seu diploma de Bacharel em Letras, que ele obteve no Collège Royal de Cahors, entra no Seminário Maior, sendo ordenado padre em 1827.
A partir deste momento, ele dá prova de um dinamismo extraordinário:
– em Gramat abre um Colégio para meninos, e no ano seguinte abre um outro em Prayssac.
– presta uma valiosa ajuda aos padres das duas Paróquias de Gramat e funda o grupo das «Filhas de Maria», movimento de espiritualidade para as jovens.
Foi este seu primeiro trabalho, pois estava persuadido da necessidade da instrução e da educação humana e espiritual para os jovens, pois não havia escolas em Gramat.
Nomeado pároco de Gramat, descobre a miséria dos pobres, dos idosos e dos doentes e a precariedade dos meios para ajudá-los. Convida algumas jovens para trabalhar com ele, fazer as visitas, cuidar dos doentes, levando também um conforto espiritual. Rapidamente obtém a autorização da Prefeitura para construir um Asilo.
É deste empreendimento que nasce a Congregação das Irmãs de Nossa Senhora do Calvário!
Nesta época o Padre Bonhomme procura uma Comunidade de Religiosas para se ocupar do Asilo.
Como não encontra Irmãs para ajudá-lo, e vendo o fervor das jovens de seu grupo das «Filhas de Maria», convida algumas para se formarem e serem Religiosas. Esta proposição veio de encontro ao desejo dessas jovens de se consagrarem a Deus.
Quatro jovens de Gramat: Hortense e Adele Pradel, Cora e Mathilde Rousset, serão os primeiros elos de uma corrente que não se interrompeu até o dia de hoje.
Em Rocamadour, lugar de peregrinação marial, no Quercy, elas fazem um retiro de discernimento de oito dias. Ao terminar o retiro fazem seu primeiro engajamento. Após alguns meses de estágio em algumas Congregações Religiosas de Cahors, elas voltam a Gramat para viverem em comunidade e se colocarem a serviço dos pobres e das crianças.
Em 1835, elas pronunciam seus primeiros votos ...e trinta anos mais tarde, por ocasião da morte do Fundador, elas são mais de duzentas Irmãs e as comunidades se multiplicam na Região do Lot e além dele.
As Irmãs se colocam ao serviço:
— das crianças e dos jovens (catequese, instrução e educação...),
— das paróquias,
— dos pobres e dos doentes (cuidado a domicílio, obras sociais...),
— dos marginalizados da época (surdos e doentes mentais...).
Durante este tempo, o Padre Bonhomme realiza uma atividade transbordante a serviço das paróquias. Ele prega numerosas missões no Lot e no Tarn-et-Garonne: sessenta em dez anos. Estas missões duram de uma a três semanas. São muito bem sucedidas, tanto no aspecto da frequência, da participação, como no número de confissões e de conversões.
Foi durante estas pregações que cresceu sua fama de grande orador popular. A partir de um conteúdo bem clássico: as grandes verdades (morte, julgamento, pecado, inferno e paraíso, bem como dos dez mandamentos), sabia comover, fazer chorar e sobretudo converter e conduzir ao engajamento cristão numerosas pessoas de boa vontade e jovens para a Congregação. Ele prega no dialeto da região — o patois — com um imenso ardor sem se deixar reter pelas variações climáticas. Ele se revela um extraordinário ministro da Reconciliação.
Missionário do Quercy, é aos pés de Nossa Senhora de Rocamadour que ele vai buscar sua força e inspiração. Foi por sua intercessão que ele obteve sua cura quando ficou completamente afônico durante uma pregação na paróquia de Gramat.
Foi lá também, que a pedido do Abbé Caillau, Padre das Missões de França, e restaurador das Peregrinações ele inaugura em 1835 as Semanas Mariais do mês de setembro.
Antes de iniciar este trabalho missionário, o Padre Bonhomme, em 1836, retirou-se à Trapa de Mortagne, para fazer um retiro de discernimento sobre um apelo que ele sentia para a Vida Religiosa, particularmente para a Ordem dos Carmelitas. Ele queria levar consigo dois companheiros para fazerem o Noviciado e depois estabelecer em Gramat uma comunidade de Carmelitas... Mas o Bispo de Cahors, Dom d'Haupoul se opôs ao projeto. O Padre Bonhomme obediente, se submete e colabora leal e ativamente com o grupo de missionários diocesanos estabelecido em Rocamadour, que foi inicialmente um projeto seu e ao qual o novo Bispo Dom Bardou, deu a coordenação a um outro: o Abade Jouffreau.
Após dez anos consagrados à renovação e evangelização das zonas rurais, em 1848, durante uma Missão em Puy l'Eêque, um vilarejo do Lot, ele perdeu definitivamente a voz e foi obrigado a renunciar à pregação.
Desapareceu o missionário diocesano, mas permaneceu o fundador e durante os últimos anos de sua vida, vai continuar a trabalhar para a Congregação e através dela, contribuir ainda para estender o Reino de Deus, pois atento aos sinais do Espirito, ele possui um senso agudo dos apelos e das necessidades de seu tempo.
A Congregação conta então com 61 Religiosas distribuidas em diversas comunidades implantadas nas paróquias rurais, para a educação das crianças e o cuidado dos doentes.
Em 1844 o Padre Bonhomme havia enviado uma comunidade para trabalhar no Hospital Psiquiátrico de Leyme. Nesta missão dificil e exigente, ele sustentou as Irmãs por suas numerosas visitas. Ele tomou consciência da realidade vivida pelos doentes mentais que a medicina daquele tempo não conseguia tratar como hoje. Estando em Paris, encontrou-se com o Doutor Falret, médico da Salpetrière que lhe pede Irmãs para se ocupar dos «ateliers» para pessoas convalescentes, indigentes, vindas de hospitais psiquiátricos. O Padre Bonhomme aceita prontamente esta proposta. As Irmãs chegam em Grenelle (Paris) no dia 1 de julho de 1836, para assumir esta missão.
Por sua doença da laringe, que o privava da voz, o Padre Bonhomme experimentou a dificuldade de comunicação com as pessoas que o rodeavam. Durante as missões, ele descobriu, nas vilas, algumas pessoas surdas, privadas da comunicação e da instrução que se mantinham afastadas da sociedade. O fato de ter perdido a voz, o torna ainda mais sensivel aos surdos. Ele deseja fazer alguma coisa para poder se comunicar com eles, tornando-os acessiveis à Palavra de Deus o para fazê-los compreender o Amor de Deus.
Em outubro de 1854, ele abre a primeira escola para educação dos surdos em Myrinhac-Lentour (Lot), e em 1856, ele envia Irmãs a Paris, à rua de Postes, para fundar uma obra de surdos, a pedido do Abbé Lambert, capelão do instituto Imperial dos Surdos.
Durante este último período de sua vida, o Padre Bonhomme trabalha na redação das Constituições do Instituto que ele colocou sob a proteção de Nossa Senhora do Calvário, dando-lhe Maria ao pé da Cruz, por Mãe e Modelo.
Ele introduz as Constituições por um comentário das Bem-Aventuranças. Ele mesmo fundou sua vida sobre o Evangelho e escreveu: «Meu modelo será Jesus Cristo. Gosta-se de assemelhar-se a quem se ama».
Este apaixonado de Jesus Cristo suportou a provação, a perseguição na sua cidade natal, onde não lhe foram poupadas nem críticas nem calúnias, nem caçoadas durante os primeiros anos de seu ministério. Esse sofrimento o marcará profundamente... Ele é de uma grande sensibilidade, delicado nas suas amizades e compassivo na dor. Está em comunhão com a Paixão de Cristo que celebra na Via Sacra; devoção que ele introduziu em várias paróquias, durante as missões.
Sua confiança para com Maria o conduziu muitas vezes em peregrinação a Rocamadour, com o terço na mão. «Meu apoio, meu tudo diante de Deus, sois vós Santa Virgem Maria... Eu coloco minha salvação em vossas mãos...».
Esta era sua oração! Pensamos como deve ter sido seu último contato com Maria, quando foi a pé a Rocamadour, para dizer-lhe adeus, três dias antes de sua morte!
A tarde de 9 de setembro de 1861 é para ele a hora do Reencontro com Aquele a quem ele deu toda a sua vida!
Bem-aventurado Pierre Bonhomme, testemunha de Jesus Cristo.
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