Religiosa, Beata
1897-1929
1897-1929

Aos nove anos, começou a aprender a tocar harpa e fez tais progressos que aos onze recebeu o diploma, embora continuasse depois (1916-1918) a estudar música com as religiosas de Jesus e Maria, cuja fundadora foi a Beata Claudina Thévenet (1774-1837). Em 1918 voltou para casa e lá ficou até que, a 11 de Agosto de 1921, ingressou no noviciado destas religiosas, em Sillery. Nos três anos de permanência no seio da família, deu bastantes concertos musicais em reuniões e ajuntamentos, sem contudo se descuidar dos deveres para com Deus e aperfeiçoamento da própria alma.
A sua vida pode, pois, dividir-se em duas partes: 24 anos no mundo e 8 no convento. Mas tanto uma como outra dominadas pelo desejo de agradar ao Senhor em tudo e sempre. De fato, aos 14 anos fez voto de virgindade e quando começou a primeira guerra mundial ofereceu-se como vítima de expiação.
No convento, os seus ardentíssimos desejos eram de ser mártir, vítima e apóstola. A 23 de Outubro de 1924, com licença do diretor espiritual e da Superiora, fez voto de agir com perfeição em pensamentos, desejos, palavras e ações por toda a vida.
Ao descobrir que estava diante de uma alma de predileção, a Superiora pediu-lhe para escrever a sua autobiografia. Desta forma, após a sua morte, que ocorreu no dia 4 de Setembro de 1929, as prodigiosas graças que recebera de Deus e as heróicas virtudes da humilde religiosa tomaram-se amplamente conhecidas. Passou a ser invocada, e já no dia 4 de Setembro de 1939 se dava um grande milagre que, depois de rigorosissímas investigações, foi aprovado pelos professores consultados pela Santa Sé, de forma que o Santo Padre autorizou a publicação do respectivo decreto no dia 10 de Julho de 1990. Isto levou à beatificação da Serva de Deus no dia 20 de Março de 1993.
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AAS 81(1989)1262-66; 82(1990) 1636-38; L'OSS. ROM. 28.3.1993
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